segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SERVIDORES MUNICIPAIS: PRECISAMOS UNIR NOSSAS FORÇAS ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS

Por Antônio Neves – professor, ex-presidente do SindServ. e atual secretário geral da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

      Companheiros e companheiras

   O momento que nós servidoras e servidores públicos passamos aqui em Caicó, com o escancarado desrespeito aos nossos direitos e a instabilidade no pagamento dos nossos salários, é crítico e merece muita união, força e coragem. A cada dia fica mais clara a desorganização da gestão municipal quanto à forma de lidar com a “coisa” pública e no gerenciamento das finanças municipal; o resultado é nada mais do que querer colocar em nossas costas a conta desse desastre administrativo, situação esta que, para nós, também não é nenhuma novidade, estamos diante de uma tragédia administrativa anunciada desde as eleições passadas.

   O momento não é para lamentações, mas de resistência a todos estes desmandos para nos organizarmos com firmeza e unidade. A grave crise econômica e política que estamos vivenciando no Brasil é exatamente o resultado do confronto da luta de classes que se agravou a partir do golpe midiático-parlamentar e empresarial dado sobre a ex-presidenta Dilma e contra o projeto desenvolvimentista que estava em vigor desde 2002 nos governos Lula. As conquistas obtidas nesse período, resultado das lutas dos trabalhador@s e do povo garantiram melhorias em diversos setores da vida social e econômica da nação, principalmente dos trabalhadores e das camadas populares excluídas, isso tudo revoltou as elites dominantes que não gostam de povo nem de pobre, menos ainda dos trabalhador@s, e a única saída que encontraram, foi o golpe que coloca hoje a democracia e os direitos fundamentais do cidadão em situação de desmonte total: A Reforma Trabalhista, da Previdência, Terceirização, o FIM do Fundeb, arrocho salarial, inflação, demissões, desemprego, aumento das violências contra as mulheres, jovens e negros, homofobia, racismo, intolerância ideológica e religiosa, privatizações, entrega da Amazônia ao capital estrangeiro, repressão policial e constantes ataques ao Estado Democrático de Direito com violações de várias prerrogativas constitucionais de defesa do cidadão nada mais são que parte do desmonte da nação (e isso é só o começo).

   O pacote de maldades que o ILEGÍTIMO presidente Temer (PMDB) e do presidente da Câmara,deputado Rodrigo Maia (DEM) preparam para nós servidores públicos, depois de concretizada todas as reformas em curso com o apoio imoral do STF (Supremo Tribunal Federal), é uma verdadeira armadilha contra a garantia dos nossos empregos, e isso precisa ser compreendido como uma declaração de guerra a todos e todas. Enquanto patrões e governos federal, estaduais e municipais, associados às grandes estruturas econômicas e do capital estrangeiro estão unidos aprovando as reformas de seus interesses, contra o país e o povo, parte dos trabalhador@s assiste a tudo inerte, sem nenhuma reação; tal comportamento não só é perigoso para nós, como significa um consentimento passivo para que eles façam o que bem entendam contra a nação brasileira. Precisamos mirar na defesa dos nossos direitos, do emprego e dos salários, e isso começa pela nossa cidade, nos sindicatos e associações, nas escolas e demais locais de trabalho, através da discussão política e de ações em prol das negociações e rigoroso cumprimento da nossa agenda de reivindicações que, nesse momento está sendo completamente descumprida.

   Isso tudo nos mostra que a luta não é só por salários, mas a continuidade do enfrentamento legítimo do que precisaremos combater, sem medo, num futuro próximo. A tendência, pelo comportamento dos atuais governantes por todo o país E NO NOSSO MUNICÍPIO é que as coisas irão se agravar, e como nós reagiremos a tudo isso é o que vai definir a garantia não apenas dos nossos direitos e salários, mas da nossa própria sobrevivência como servidores públicos. A maléfica intensão do governo é forçar demissões em massas no serviço público em nome de um falso enxugamento da máquina administrativa, porém, contraditoriamente, continua a gastança e a farra com o dinheiro público para comprar deputados e garantir apoio nos parlamentos. Nós não vamos pagar essa conta.

   As ameaças, provocações, mentiras, intimidações e insultos contra nós, cometidos por parte de agentes da gestão municipal desde que deflagramos este movimento paredista em Caicó, faz parte de um jogo antiético e intencional que visa nos confundir, dividir e enfraquecer. Na falta de compromisso, competência e seriedade para governar e de argumentos convincentes que justifiquem as ações e atitudes desastrosas tomadas contra nós servidoras e servidores, resta então à agressão aos direitos e a tentativa de penalizar os que trabalham honestamente. Não temamos. Não nos acovardemos. Não nos calaremos. Se não reagirmos agora, poderemos está alimentando o pior que ainda está por vir, pois nossos inimigos estão no Poder.

   Lutar, resistir, vencer!
   Até o último servid@r.
   Só unidos seremos fortes!


Caicó-Rn 18 de setembro de 2017

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