segunda-feira, 15 de maio de 2017

UM EM CADA CINCO BRASILEIROS ESTÁ OBESO

Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde chama atenção para os riscos que o peso inadequado pode causar

No Brasil, a prevalência da obesidade deu um salto de 11,8% para 18,9%. É o que mostra a pesquisa feita pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde neste ano. O levantamento comparou estudos da última década, entre os anos de 2006 e 2016. Ao todo, mais de 53 mil pessoas foram entrevistadas.

Um dado chamou a atenção: a obesidade já afeta, em média, um em cada cinco brasileiros. O índice, que em 2006 estava em 42,6%, atingiu 53,8% no ano passado. Vale ressaltar que, nos homens, o sobrepeso passou de 47,5% para 57,7%. Já nas mulheres mudou de 38,5% para 50,5%, o que significa que duas entre cada dez mulheres que vivem em capitais brasileiras estão obesas.

Causas

Em entrevista divulgada pelo Portal da Saúde, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, pontuou que houve aumento da obesidade e de sobrepeso em todos os países. Para ele, isso acontece principalmente por conta da alimentação inadequada e do sedentarismo.

Ele sinalizou que, nos dias de hoje, adultos e crianças ficam muito tempo usando computadores ou smartphones e praticam poucas atividades físicas. Dessa forma, não gastam a energia adquirida com o consumo dos alimentos. “Este saldo é o que provoca a obesidade.”

Ele falou ainda da importância das políticas públicas para reduzir as estatísticas. “O Ministério da Saúde tem priorizado o combate à obesidade com uma série de políticas públicas, como o Guia Alimentar para a População Brasileira. A alimentação saudável, aliada à prática de atividade física, nos ajudará a reduzir a incidência de doenças como diabetes e hipertensão na população”, declarou.

Bons hábitos

Os hábitos alimentares estão mudando, como mostra o dado da pesquisa em relação ao consumo de refrigerates e sucos artificiais, por exemplo, que era de 30,9% em 2007 e passou para 16,5% em 2016. Esse é um grande passo, mas ainda há muito a ser feito.

O levantamento chama atenção para a obesidade em uma época na qual muito se fala sobre o universo fitness, que propõe um estilo de vida mais saudável e equilibrado. Por que será que, mesmo assim, esse problema cresce no País? Cabe a cada um ter a responsabilidade sobre a própria alimentação e, principalmente, sobre a própria saúde.

Diabetes e hipertensão

Os quilos a mais que aparecem na balança colaboram para a ocorrência de doenças, como diabetes e hipertensão. O diagnóstico de diabetes, por exemplo, cresceu 61,8%  e afeta principalmente o público feminino. Já a hipertensão teve elevação de  14,2% e as mulheres, mais uma vez, registraram maior número: o grupo migrou de 25,2% para 27,5%

Alimentação e atividade física

A pesquisa mostra que a alimentação também mudou. Houve aumento do consumo de frutas e hortaliças: em 2008, era de 33% e, em 2016, o registro foi de 35,2%. Em 2009, 30,3% da população praticava exercícios, ao menos 2h30 por semana. Já em 2016 o índice chegou a 37,6%.

Por Flavia Francellino / edição 1310 Folha Universal

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