domingo, 7 de maio de 2017

POR QUE OS JOVENS BRASILEIROS ESTÃO DESMOTIVADOS?

Um estudo comparou a realidade de 20 países e o resultado foi surpreendente


Se você tivesse que entrevistar jovens brasileiros sobre o que pensam do futuro, o que acha que eles iriam responder? Em se tratando da “nova geração”, muitas pessoas pensariam que ela está confiante no amanhã. Porém, não é essa a realidade.

Recentemente, uma pesquisa revelou que os jovens do Brasil são muito pessimistas em relação ao futuro e têm mais sentimentos de desmotivação do que os de outros países do mundo.

Durante o estudo “Geração Z: Pesquisa da Cidadania Global”, conduzido pela Fundação Varkey, foram entrevistados 20.880 indivíduos de 20 países, entre 15 e 21 anos, que responderam questões sobre prioridades profissionais, valores pessoais e cidadania.

No teste, os entrevistados atribuíam notas de 1 a 5 a cada resposta sobre experiências pessoais. Quanto mais alta era a avaliação, maior o nível do bem-estar indicado. Os sentimentos que definiam a satisfação pessoal eram: não pensar demais nos próprios problemas, não ter ansiedade e não se sentir intimidado, rejeitado ou solitário.

Com base nas respostas, constatou-se que o Brasil teve o pior desempenho entre todos os países estudados: apenas 16% dos jovens afirmaram que se sentem emocionalmente bem e menos da metade (46%) acredita que o País é um bom lugar para viver. Os melhores resultados foram os dos jovens da Indonésia (40%) e de Israel (38%).

Sem estímulos

Os jovens da geração Z (nascidos em meados dos anos 1990) cresceram junto com a internet e não abrem mão de recursos tecnológicos e redes sociais. Porém, a necessidade de se auto afirmar em grupos mostra o quanto eles são preocupados com os próprios problemas. Isso os torna cada vez mais abalados emocionalmente.

Por estar o tempo todo conectado a todo tipo de informação, possuem pouco tempo para o descanso e para a prática de atividades. Com isso, acabam tornando-se vulneráveis às adversidades e desmotivados a enfrentar novos desafios.

É preciso que pais, educadores e jovens discutam os fatores que desestimulam essa geração e criem motivos que elevem o nível de bem-estar dela.

Por Janaina Medeiros / edição 1309 Folha Universal

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