segunda-feira, 22 de maio de 2017

OCUPE BRASÍLIA: DECISIVO CONTRA REFORMAS E PARA ECOAR ELEIÇÕES DIRETAS

Após um final de semana de atos pela renúncia do presidente ilegítimo Michel Temer, esta semana promete ampliar os atos pela renúncia presidencial. Gravações reveladas no dia 17 de maio mostraram diálogo entre Temer e Joesley Batista, executivo da JBS, combinando pagamento ao deputado cassado Eduardo Cunha pelo silêncio deste.

O Ocupe Brasília, marcado para está quarta-feira (24) pelas centrais sindicais e movimentos sociais, fortalece a tese que Temer não tem mais legitimidade para permanecer no cargo.

Para Josué Rocha, do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) os atos ganham contornos pelas diretas já e contra as eleições indiretas. "A gente não pode aceitar. Por isso, a ida para Brasília, além do caráter para barrar de uma vez essas reformas, ela vai ser decisiva para exigir a saída do Temer e eleições diretas", afirmou Rocha.

A denúncia contra Temer paralisou as reformas da Previdência e Trabalhista no Congresso Nacional além de provocar deserções e rachas na base do governo. De outro lado, as principais centrais de trabalhadores admitem que a permanência de Temer é insustentável.

"A luta pelo Fora Temer, contra as reformas e por Diretas Já é capaz de reunir amplas forças políticas e sociais e descortinar uma nova perspectiva para os trabalhadores. Por isso estamos apostando na marcha a Brasília no dia 24, que pode ser este ponto de viragem da conjuntura a favor da classe trabalhadora", afirmou o vice-presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana.

Ricardo Gebrim, da Consulta Popular, afirmou que o Ocupe Brasília ganha muita força com a luta pelas diretas já. Na opinião dele, é a bandeira que pode oferecer uma saída política democrática para a profunda crise política.

"Dia 24 ganha uma relevância extraordinária com essa conjuntura. Ele vai ter um papel decisivo. É o momento de fortalecê-lo, massificá-lo e levar o máximo possível de ônibus de toda a parte. A expectativa da Frente Brasil Popular, que organiza o evento junto com as centrais sindicais, é reunir 100 mil pessoas em Brasília", afirmou.

De acordo com João Paulo, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a semana é decisiva. "Além da luta por diretas, temos que apresentar alternativa para a classe trabalhadora que não aguenta mais conviver com governo golpista de reformas. Por isso é extremamente importante ocupar Brasília dia 24".

Edson Carneiro, o Índio, secretário-geral da Intersindical ressaltou que a direita pode estar dividida no método, mas tem unidade no objetivo. "A direita e o grande capital estão divididos: uns querem Temer pra acabar com direitos dos trabalhadores e a Previdência, outros querem eleições indiretas para acabar com a Previdência e os direitos trabalhistas”.

A organização da marcha calcula a chegada de 100 mil trabalhadores na capital federal. A concentração será no Estádio Mané Garrincha pela manhã e a multidão seguirá em marcha até o Congresso Nacional. Apesar da paralisação temporária das reformas, setores do governo e do empresariado insistem na aprovação das iniciativas e pressionam neste sentido.

"Vão ser 100 mil pessoas (no ato do dia 24 em Brasília) de diferentes centrais sindicais, só a Força vai levar 20 mil pessoas de diversos locais do país. A chuva atrapalhou um pouco o protesto, mas os trabalhadores estão se preparando para ir a Brasília", diz o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, que participou do ato na avenida Paulista no domingo (21). Segundo ele, foi a manifestação de domingo foi apenas um esquenta para o dia 24.

Do Portal Vermelho com agências

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