terça-feira, 25 de abril de 2017

NOTÍCIAS FALSAS SÃO TÃO DISSEMINADAS QUANTO ÀS VERDADEIRAS

Pesquisa da Universidade de Oxford alerta para a proliferação de mensagens fictícias na internet. Saiba mais sobre o problema e como combatê-lo

Você confia em tudo que lê na internet? Uma pesquisa da Universidade de Oxford alerta para o perigo das informações inverídicas na rede. O estudo publicado em março deste ano revelou que as notícias falsas são tão compartilhadas na internet quanto as verdadeiras.

O levantamento usou uma amostragem de 140 mil usuários da rede social Twitter no Estado de Michigan, nos Estados Unidos (EUA), durante os dias anteriores à eleição presidencial daquele país. O resultado indicou que mentiras e notícias confiáveis foram compartilhadas na mesma proporção.

Segundo reportagem do jornal Financial Times, a proliferação de notícias falsas via redes sociais está sendo apontada como causa da distorção das percepções públicas e do debate político em países ocidentais. Outro problema é que alguns líderes políticos também se aproveitam da existência de notícias falsas para desqualificar informações de fontes confiáveis, quando elas apresentam tom crítico a eles, em uma tentativa de confundir o público.

Robôs virtuais

A pesquisa de Oxford também revelou que muitas notícias falsas são geradas e disseminadas por robôs virtuais, os chamados bots. Em entrevista ao jornal The Washington Post, Philip Howard, professor da Oxford, explicou que os perfis no Twitter controlados por robôs fazem postagens mais frequentes do que usuários humanos (mais de 50 por dia) e suas mensagens estão concentradas em um só tema. Alguns não têm perfil e podem apresentar frases desconexas ou sem sentido.

Como identificar?

As notícias falsas representam um risco para toda a sociedade. Uma informação falsa pode colocar toda população em risco, disseminar o ódio, destruir reputações e gerar até processos judiciais. Para combater o problema, cada pessoa deve ficar atenta às informações, fotos, áudios e vídeos que recebe antes de enviá-los para amigos nas redes sociais ou no WhatsApp.

Ao ler uma notícia, tente descobrir quem produziu a informação, qual o objetivo dela e quais consequências ela pode trazer. Busque outras fontes de informação, como sites, jornais e especialistas. A proliferação de notícias falsas nas redes sociais levou até o Facebook a lançar uma campanha para reduzir o fluxo desse tipo de conteúdo. Confira no boxe ao lado algumas sugestões elaboradas pela rede social.

Fique atento

Veja o resumo de algumas dicas publicadas pelo Facebook em parceria com a First Draft

- Desconfie de manchetes sensacionalistas, em letras maiúsculas e com pontos de exclamação.
- Verifique a URL e certifique-se de que ela não imita o site de um veículo de imprensa conhecido.
- Investigue a fonte da notícia, veja se ela é confiável e tem boa reputação. Se não conhece a organização, procure saber mais sobre ela.
- Formatações incomuns, com erros ortográficos e layouts estranhos podem ser sinais de que a notícia é falsa.
- Veja se as fotos e os vídeos relacionados à informação foram manipulados ou retirados do contexto. Busque a origem das imagens.
- Confira as datas das notícias e se elas são coerentes.
- Verifique as evidências, citações de especialistas e as fontes do autor da reportagem para confirmar se são confiáveis. Caso contrário, cuidado.
- Leia outras reportagens sobre o mesmo tema. Se não encontrar o assunto em outro veículo de imprensa, isso pode ser indício de que a história é falsa.
- Verifique se a história é uma farsa ou um conteúdo de humorou sátira.
- Faça uma análise crítica das histórias e compartilhe apenas as notícias que você sabe que são verossímeis.

Por Rê Campbell / edição 1307 Folha Universal

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