sexta-feira, 28 de abril de 2017

CONTRA O DESMONTE, INTELECTUAIS SE UNEM NO PROJETO BRASIL NAÇÃO

Mais de oito mil personalidades brasileiras de diferentes áreas se unem por uma causa na noite desta quinta-feira (27), no Largo São Francisco, Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde será lançado o Projeto Brasil Nação.

Reprodução Brasil 247

Liderado pelo economista e ex-ministro Luis Carlos Bresser-Pereira, fundador do PSDB, o manifesto faz críticas a ações tomadas pelo governo Michel Temer, como propostas que prejudicam direitos históricos dos trabalhadores, e o projeto de privatização.

"Privatizar e desnacionalizar monopólios serve apenas para aumentar os ganhos de rentistas nacionais e estrangeiros e endividar o país. O desmonte do país só levará à dependência colonial e ao empobrecimento dos cidadãos, minando qualquer projeto de desenvolvimento", diz um trecho do texto.

"Para voltar a crescer de forma consistente, com inclusão e independência, temos que nos unir, reconstruir nossa nação e definir um projeto nacional. Cabe a nós repensarmos o Brasil para projetar o seu futuro – hoje bloqueado, fadado à extinção do empresariado privado industrial e à miséria dos cidadãos", defende ainda o documento.

O manifesto já ganhou mais de oito mil assinaturas, como do diplomata e ex-ministro dos governos Lula e Dilma Celso Amorim, o escritor Raduan Nassar, o cantor e compositor Chico Buarque, o jurista Fábio Konder Comparato, a jornalista Eleonora de Lucena, o ator Wagner Moura, o presidente da CUT, Vagner Freitas, entre vários outros.

O Projeto Brasil Nação tem como pilares "autonomia nacional, democracia, liberdade individual, desenvolvimento econômico, diminuição da desigualdade, segurança e proteção do ambiente". E propõe cinco pontos na economia:

Regra fiscal que permita a atuação contracíclica do gasto público, e assegure prioridade à educação e à saúde; Taxa básica de juros em nível mais baixo, compatível com o praticado por economias de estatura e grau de desenvolvimento semelhantes aos do Brasil; Superávit na conta corrente do balanço de pagamentos que é necessário para que a taxa de câmbio seja competitiva; Retomada do investimento público em nível capaz de estimular a economia e garantir investimento rentável para empresários e salários que reflitam uma política de redução da desigualdade e Reforma tributária que torne os impostos progressivos.

Fonte: Brasil 247

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