quinta-feira, 9 de março de 2017

OMS ADVERTE: BRASIL É PAÍS COM O MAIOR NÚMERO DE DEPRESSIVOS DA AMÉRICA LATINA

A depressão é um transtorno mental frequente. Globalmente, estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com esse transtorno. Depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma muito importante para a carga global de doenças. Mais mulheres são afetadas pela depressão que homens. Existem vários tratamentos eficazes para a doença.

A condição é diferente das flutuações usuais de humor e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou grave, a depressão pode se tornar uma séria condição de saúde.

A carga da depressão e de outras condições de saúde mental está em ascensão no mundo. Uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde aprovada em maio de 2013 exigiu uma resposta abrangente e coordenada aos transtornos mentais em nível nacional.

O número de pessoas que vive com depressão está aumentando: 18% entre 2005 e 2015, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que, atualmente, 322 milhões de pessoas de todas as idades sofram com a doença no mundo. O número representa 4,4% da população do planeta.

O Brasil tem a maior taxa de pessoas com depressão na América Latina e uma média que supera os índices mundiais. São 11.548.577 brasileiros que sofrem de depressão. 5,8% da população nacional é afetada pela doença, estima a OMS. A taxa média supera a de Cuba, com 5,5%, a do Paraguai, com 5,2%, além de Chile e Uruguai, com 5%. No caso global, as mulheres são as principais afetadas, com 5,1% delas com depressão. Entre os homens, a taxa é de 3,6%. Em números absolutos, metade dos 322 milhões de vítimas da doença vivem na Ásia.

Jovens e suicídio

De acordo com a OMS, a depressão é a doença que mais contribui com a incapacidade no mundo, em cerca de 7,5%. Ela é também a principal causa de mortes por suicídio, com cerca de 800 mil casos por ano. Em 2015, 788 mil pessoas morreram por suicídio. Isso representou quase 1,5% de todas as mortes no mundo. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a segunda maior causa de morte em 2015.

Grávidas

“A pressão sobre os jovens hoje talvez seja maior do que em qualquer outra geração”, disse Dan Chisholm, do Departamento de Saúde Mental da OMS. “Outro grupo alvo são as mulheres que estão grávidas ou acabaram de dar à luz. Depressão neste período é extremamente comum. Cerca de 15% das mulheres sofrerão não apenas da tristeza, mas de caso diagnosticado de depressão.”

Idosos: os novos marginalizados da sociedade

Os aposentados também são mais suscetíveis: “Quando nós trabalhamos de parar ou perdemos nossos parceiros, nos tornamos mais frágeis, mais sujeitos a doenças físicas e desordens como a depressão”.

Ansiedade

Além da depressão, a entidade indica que, pelo mundo, 264 milhões de pessoas sofrem com transtornos de ansiedade, uma média de 3,6%. O número representa uma alta de 15% em comparação a 2005.

Uma vez mais, o Brasil lidera na América Latina, com 9,3% da população com algum tipo de transtorno de ansiedade. A taxa, porém, é três vezes superior à média mundial. Os índices brasileiros também superam de uma forma substancial as taxas identificadas nos demais países da região. No Paraguai, a taxa é de 7,6%, contra 6,5% no Chile e 6,4% no Uruguai.

Em números absolutos, o Sudeste Asiático é a região que mais registra casos de transtornos de ansiedade: 60 milhões, 23% do total mundial. No segundo lugar vêm as Américas, com 57,2 milhões e 21% do total. No total, a OMS ainda estima que, a cada ano, as consequências dos transtornos mentais gerem uma perda econômica de US$ 1 trilhão para o mundo.

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