segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

SAÚDE: CORAÇÃO COMO ALVO

Você sabia que o baixo consumo de líquidos pode causar problemas cardíacos? Saiba por que beber água é mesmo tão importante


No verão os dias são mais longos e mais quentes, o que nos faz lembrar dos cuidados necessários para a manutenção adequada da hidratação corporal. Com a correria do dia a dia, muitos deixam de ingerir a quantidade necessária de líquidos e esquecem do quanto a desidratação pode ser prejudicial à saúde.

Rogério Krakauer, cardiologista e presidente da Regional ABCDM da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), esclarece que a hidratação é fundamental para manter o equilíbrio e a regulação das funções orgânicas corporais. “Toda vez que não há hidratação adequada, as funções de todas as células do corpo se alteram. Dependentes de açúcar e água, na falta líquido, o soro tende a ficar mais concentrado, o que consequentemente pode acarretar em falta oxigênio para as células”, argumenta o profissional.

Ele explica que na época do calor o corpo sua muito mais e que a desidratação passa a ser maior, mesmo quando a pessoa toma mais água. O que significa dizer, segundo ele, que o consumo quase sempre é insuficiente.

A prática de atividades físicas exige que a atenção seja redobrada, uma vez que o corpo tende a perder mais água. O cardiologista lembra que o ideal é praticar exercícios físicos ao ar livre até as 10 horas da manhã e após as 17 horas.

Coração hidratado

Muitos só percebem os sinais de desidratação tardiamente. Um soluço ali, uma boca seca acolá. Com relação aos sintomas, o cardiologista comenta que os mesmos são progressivos. “A desidratação leve pode começar com a sede e evoluir para boca e pele secas. Em um quadro mais grave, a pessoa pode ter mudança na respiração celular e começar a produzir ácido. No caso de acidose, a pessoa começa a ter uma respiração muito acelerada. Isso pode seguir adiante e levar ao coma em casos mais graves”, observa.

Além desses sintomas, também pode ocorrer a diminuição da pressão arterial e o aumento da frequência cardíaca, decorrentes de uma possível queda do volume sanguíneo. “Isso diminui a quantidade de sangue que o coração bombeia. Dessa forma, o mesmo passa a bater mais rápido para tentar suprir a falta de líquido”, afirma o cardiologista. E os riscos não param por aí. A desidratação pode levar à taquicardia e à queda de pressão, que provoca sonolência e fraqueza.

Cuidados

Um sinal simples pode servir de alerta: se a urina estiver muito amarela e com odor forte, é um indício de que a pessoa está desidratada. “Com base na cor da própria urina, a pessoa pode ir ingerindo mais líquidos”, aconselha o médico.

Uma pessoa precisa ingerir entre 2 e 4 litros de líquidos diariamente – ou até um pouco mais – em dias de temperaturas mais quentes ou em dias que pratique muita atividade física. “O melhor sempre é tomar água mineral. Sucos de limão e maracujá, que não têm um açúcar próprio, também são fontes de líquido.”

Ele sugere ainda leite, chás e até sopas, desde que tenham baixa quantidade de sal. Quanto às frutas, indica melancia, laranja, melão e pera. “E também a água de coco que tem bastante magnésio e pode ajudar a repor não somente a água, mas os sais minerais.” Os isotônicos são válidos para compensar perdas maiores associadas à atividade física.

O cuidado com a saúde ainda é a melhor prevenção. “As pessoas não podem esquecer de tomar líquido mesmo antes de ter sede. Ela já é um sinal de desidratação”, diz.
Por Flavia Francellino / edição 1296 Folha Universal

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