terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

CENTRAIS CONVOCAM DIA NACIONAL DE LUTAS CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Em reunião realizada na segunda-feira (13), em São Paulo, as principais centrais sindicais, em conjunto com as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo convocaram para 15 de março o Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações contra a "Reforma" da Previdência Social Pública.

 Lideranças da CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central Sindical e CSB também chegaram a um acordo sobre o mote que unifica todas as entidades, que será: Resistir a todo custo contra a retirada dos direitos.

O objetivo do encontro é organizar um movimento de pressão sobre o Congresso para que ele não aprove a PEC 287, proposta de emenda à Constituição que pode acabar com a Previdência Social e revoga direitos históricos da classe trabalhadora, com forte impacto sobre a população jovem (que deverá trabalhar 49 anos para conseguir se aposentar com benefício integral), os idosos, os trabalhadores e trabalhadoras rurais e as mulheres.

O presidente da CTB, Adison Araújo, condena o modelo de Reforma apresentada pelo governo Temer. "Além de reduzir direitos e benefícios, sempre em detrimento dos mais pobres, a perversa proposta ameaça a economia de milhares de pequenos municípios brasileiros, que dependem das aposentadorias e pensões, e abre caminho à privatização do sistema, cobiçado pelo sistema financeiro", denuncia.

Para o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, os movimentos sindical e sociais têm o dever histórico de impedir o roubo de mais esse direito e a sociedade deverá decidir se aceitará esse retrocesso calada ou enfrentará os golpistas. “Não querem reformar a Previdência para melhorá-la, mas para acabar com ela. Querem transformar um direito público em algo para comprar no Bradesco ou no Itaú como previdência privada. Ou a sociedade se manifesta e barra essa falsa reforma ou os trabalhadores vão morrer trabalhando. Ninguém vive para contribuir 49 anos num país com tanta informalidade e com alto índice de rotatividade como o nosso”, criticou Vagner.

Para o membro da coordenação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, a sociedade brasileira ainda não se deu conta do tamanho do prejuízo que a aguarda. “Barrar essa contrarreforma é prioridade não só para os movimentos sociais, mas para todo o povo brasileiro. Se essa proposta for aprovada, a juventude não consegue mais se aposentar. O que nos resta é a rua, porque o parlamento é controlado pelos golpistas, o Judiciário está tendo um papel criminalizador das lutas sociais e em março teremos um amplo calendário contra a reforma da Previdência, pelo Fora Temer e por eleições diretas.”

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