segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

COMO MELHORAR A QUALIDADE DA MEMÓRIA?

Anda esquecido? Confira quais os cuidados necessários para que o cérebro trabalhe a seu favor

Ninguém gosta de esquecer coisas importantes, como datas, senhas, compromissos, nomes de pessoas próximas ou o conteúdo de uma prova. Usamos a memória a todo instante e, por isso, podemos e devemos aperfeiçoá-la para evitar possíveis falhas.

Memória é a capacidade de armazenar informações que recebemos e situações que vivenciamos. Esse trabalho é complexo e funciona como o sistema de um computador. Por meio de várias conexões mentais, o cérebro processa, analisa e interpreta toda a atividade que realizamos ao longo da vida.

As falhas na memória tornam-se preocupantes quando começam a interferir negativamente nos afazeres da vida diária. A pessoa, portanto, deve observar a frequência das falhas de memória e notar se isso está trazendo prejuízos constantes.

Problemas

A neurologista Lorena Broseghini Barcelos explica que as alterações de humor, como estresse, frustração, medo, ansiedade e depressão, são um risco à saúde e podem interferir na atenção e na concentração. “Doenças neurológicas degenerativas, como, por exemplo, Alzheimer e Parkinson, frequentemente associam-se a sintomas depressivos e ansiosos que contribuem com o aumento da falta de atenção e esquecimentos.”

Segundo a especialista, o Alzheimer é a principal causa de declínio cognitivo após os 60 anos. Para quem tem mais de 85 anos, as chances de ter essa enfermidade chegam a 40%.

Para tentar estabilizar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida, há o tratamento adequado que inclui o uso de medicamentos e cuidados profissionais multidisciplinares, como fisioterapia, fonoaudiologia, musicoterapia e terapia ocupacional.

Nos indivíduos mais jovens, o declínio da memória pode ocorrer quando associado, por exemplo, à deficiência nutricional e ao uso de álcool. “Existem outras causas de perda de memória, como acidente vascular cerebral (AVC), demência vascular, doença de Parkinson em fases mais tardias, parkinsonismo atípico, deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, traumatismo crânioencefálico, uso crônico de álcool e alterações da tireoide”, afirma a neurologista.

Anotar e treinar

Agendas, lembretes e anotações podem ser de grande utilidade para você não se esquecer dos compromissos. Mas há outras atitudes indispensáveis para deixar a memória a todo vapor.

Para treiná-la em curto prazo, a doutora Lorena indica atividades que estimulem a atenção, como jogar videogame, ler e tocar instrumentos musicais. Meditar e manter um estilo de vida ativo também contribui para melhorar o funcionamento do cérebro. O principal cuidado é “evitar fatores de risco para o declínio cognitivo, como tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, consumo exagerado de gordura, descontrole do açúcar e hipertensão”, conclui.

Como investir na saúde mental

- Estar bem consigo mesmo e com os outros;
- Aceitar as exigências da vida;
- Saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida;
- Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário;
- Evitar consumo de álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição médica;
- Não usar drogas;
- Reservar tempo em sua vida para o lazer, a convivência com os amigos e com a família;
- Manter bons hábitos alimentares, dormir bem e praticar atividades físicas regularmente.

Por Débora Vieira / edição 1291 Folha Universal

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