quarta-feira, 23 de novembro de 2016

COMBATE E PREVENÇÃO A VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

Apesar do fato de que a violência psicológica esteja prevista como crime da Lei Maria da Penha, ainda é algo muito difícil de se comprovar. As sessões de tortura psicológica, as dinâmicas instauradas, as agressões veladas são tão sutis e surreais, que quando a vitima tenta denunciar ou ao menos contar a alguém, normalmente é tida como louca, excessivamente sensível ou como alguém que não esta lidando bem com o termino da relação.

“Nesse contexto é necessário buscar ajuda de pessoas idôneas, é claro, buscando uma delegacia de proteção à criança e adolescentes, idosos, mulheres, enfim, delegacias que estejam pelo menos habituadas ao trato com pessoas suscetíveis a essa forma de agressão”, indica Ivenio. “De uma forma muito carinhosa e pessoal, aconselho que todas as mulheres, aliás, todo o ser humano, se perceba como de equivalente e igualitária importância dentro de uma relação, devendo se amar em primeiro lugar, se valorizar intimamente, para não se suscetibilizar a nenhum tipo de relacionamento abusivo”, conclui.

“Se há ameaça ou agressão física, o caminho é lavrar boletim de ocorrência, fazer exame de corpo de delito, representar para que se torne uma ação penal e, se necessário, requerer na própria delegacia medida protetiva para manter o agressor à distância. Se a ordem for desobedecida, minha sugestão é que registrem, busquem testemunhas e chamem imediatamente as autoridades”, aconselha Lucy, antes de arrematar: “Jamais aceite ter uma conversa, um encontro final ou conflito com alguém que já atentou contra sua vida. Costumo dizer que dar-lhes uma segunda chance, é como dar uma segunda bala para alguém que só tinha uma, atirou em você e não acertou”.

Por Jocê Rodrigues - É escritor, editor e repórter responsável pelo conteúdo jornalístico do CONTI outra. 

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