quinta-feira, 17 de novembro de 2016

CAICÓ: FIM DO GOVERNO ROBERTO GERMANO É MELANCÓLICO, VAZIO E ENVERGONHA A CIDADE

Derrotado, abandonado pelos principais aliados, perdido no meio do nada que ele mesmo construiu na sua última gestão de prefeito, Roberto Germano (PMDB) conclui seu mandato sem nada para mostrar a cidade, deixa um legado triste de trapalhadas, obras inconclusas, perseguição aos funcionários públicos e dívidas para o próximo governo

Por Antônio Neves – funcionário público municipal de Caicó

    Se a segunda gestão do prefeito Roberto Germano (PMDB) fosse à sequência da segunda parte de um filme, o final não seria surpresa nenhuma e, com certeza, causaria revolta em quem tivesse comprado ingresso para ir ao cinema assistir. Não há final feliz no roteiro quanto aos seus procedimentos administrativos que já não tenha acontecido em 2004 quando entregou a prefeitura ao então eleito, prefeito Bibi Costa. O filme na verdade seria uma reprise.

    Ao final do seu segundo mandato que o povo lhe concedeu nas urnas em 2012, pedindo nas ruas o “Volta Roberto”, a novidade desta vez não é apenas o fim melancólico de um governante que teve tudo pra se consolidar como verdadeira liderança popular, mas acrescenta a sua biografia, o perfil de um político que se apequenou no tamanho da estupidez que o seu poder representou e pela falta de independência e inteligência para governar uma cidade tutelada por forças medíocres que conservam interesses impublicáveis como os que se escondem no submundo da mentira que é Caicó hoje.

    De tanto cometer erros táticos na condução da sua política aplicada e pelo seu jeito tosco de governar, ao final de mais uma administração onde não conseguiu mostrar nada de novo em nenhum setor do nosso município, Germano precisa cobrar a fatura da sua incompetência e do seu fracasso político em alguém, e mais uma vez escolheu os servidores públicos, mais precisamente os da educação e da saúde, ao negar-lhes o direito fundamental de receberem o restante dos salários de 2016 (novembro e dezembro) em dia, (veja reprise de 2004), não satisfeito, somou a isto uma dosagem de terrorismo governamental, ao se utilizar de ameaças contra servidores que protestam pela garantia do recebimento dos seus salários, ao anunciar arrogantemente nos canais de comunicação que cortará o ponto dos que lhe cobram este direito.

    Se não conseguiu ser um bom ator, Roberto Germano fez excelente performance como péssimo gestor. Roga-se por também ser funcionário público municipal, mas o poder o fez esquecer esta condição que, contraditoriamente deverá voltar a exercer depois que for apeado da cadeira de prefeito. Para justificar as últimas ações desastrosas do seu governo, se utiliza do discurso da crise econômica que afeta os municípios, mas seu governo merece uma auditoria séria e transparente que, inclusive, foi prometida pelo prefeito eleito na última eleição de outubro; é esperar pra ver!

    Já dizia um grande estudioso das ciências humanas que, na política, dia menos dia, as máscaras caem. Roberto Germano experimentou o ápice da popularidade e a decadência da rejeição, termina seu segundo mandato derrotado pelas urnas e por seus próprios erros, mostrou-se traidor de si mesmo. Seus últimos atos como gestor, nada dignos, ficarão como parte da sua história que só reforçará o que o saudoso Manoel Torres um dia, profeticamente, anunciou: “Roberto nunca mais”.

    O município está um caos absoluto de abandono e descuido, a alto estima da população cai a cada notícia veiculada nos canais de comunicação da cidade, os servidores públicos poderão ficar com seus salários atrasados, o ponto cortado e os serviços públicos comprometidos, mas cantarão firmemente: “Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia...”

    Já vai tarde!

Um comentário:

  1. disse tudo com coragem, clareza e perfeição... seo Mané tinha razão.

    Professora municipal

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