sexta-feira, 14 de outubro de 2016

CENTRAIS SE MOBILIZAM PARA DIA NACIONAL DE LUTA EM 11 DE NOVEMBRO

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 é o gatilho para a reforma da Previdência, avaliam sindicalistas, que alertam para a iminência de mais medidas que ameaçam os direitos dos trabalhadores. Nesta sexta-feira (14), centrais se reúnem em São Paulo para preparar o 11 de novembro, Dia Nacional de Luta com greves e paralisações contra a ameaça aos direitos trabalhistas e às conquistas sociais.

Por Railídia Carvalho no Portal CTB

A iminência de uma reforma da Previdência que retire direitos dos trabalhadores ganhou força com a aprovação em primeiro turno na Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que congela gastos com saúde e educação por 20 anos. Nos atos realizados pelos trabalhadores no mês de setembro, os dirigentes alertavam sobre as ameaças contidas nesta proposta.

Na opinião do presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, o objetivo do governo é implementar uma agenda ultraliberal. “O efeito disso é dramático porque a PEC é parte de uma agenda regressiva, que trará um conjunto de prejuízos tanto para a sociedade quanto para a classe trabalhadora”, analisou.

Segundo ele, as mobilizações do dia 11 de novembro fortalecerão o processo de construção de uma greve geral. “É um momento de diálogo com a classe trabalhadora para colocar na mesa qual o legado e os riscos que nos colocam a ponto de perder, em pouco tempo, tudo o que se conquistou nos últimos treze anos”, opinou o dirigente.

Em tempo recorde, políticas públicas em saúde, moradia, educação, assistência social, direitos dos trabalhadores tem sido atacadas através de medidas implementadas após a efetivação de Michel Temer como presidente. Adilson também ressaltou o resultado eleitoral, que foi negativo para as forças que defendem as políticas e conquistas dos últimos anos.

Desde agosto, as centrais sindicais realizam manifestações nacionais contra as propostas sinalizadas pelo governo de Michel Temer para a Previdência Social e a chamada “flexibilização” da CLT ou a prevalência do acordo coletivo sobre a legislação trabalhista. No dia 29 de setembro, metalúrgicos de todo o país realizaram protestos contra as reformas. Em outubro, trabalhadores dos transportes tem se reunido para debater novas paralisações.

Nesta sexta-feira (14), a CTB reúne o Conselho Político para um encontro que divulgará uma orientação oficial aos sindicatos e federações filiados acerca do cenário de retirada de direitos que se fortalece no país.

Do Portal Vermelho

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