terça-feira, 16 de agosto de 2016

VOTO VENDIDO, VOTO PERDIDO...

Por Jerônimo Medeiros Neto
Jornal O Quinzenal – Edição 147/agosto 2016

A CORRUPÇÃO – desvio de recursos públicos para atender a interesses pessoais ou de grupos -, O CLIENTELISMO – hábito de relação política de uma pessoa dar proteção a outra em troca de apoio, gerando laços de submissão pessoal, o famoso toma-lá-dá-cá, e o ASSISTENCIALISMO – transformar as instituições oficiais do estado em prestação dos “favores” à população – o médico, o enfermeiro, sendo candidatos, merecem o voto dos pacientes, porque já “fez” muito pela saúde coletiva -, são práticas que enodoam gravemente a política. Os atores dessas práticas reprováveis levam vantagem incalculável. Não à toa rapidamente triplicam o seu patrimônio pessoal.

É nessa farra do poder pelo poder, da ganância felina, do ter sem limites, que está todo o mal da política. O dinheiro que falta na Saúde, Educação, segurança, obras de Infraestrutura, no Social, no crescimento da economia que gere bons e permanentes empregos e salários a todos, dinheiro esse que absurdamente é exigido pelo Estado autoritário e perdulário de cada contribuinte brasileiro, transforma-se, às barbas da Justiça, em grandiosas propriedades de terras, mansões, carrões e última linha, pomposas contas bancárias aqui e no exterior e um mundo de vaidades, tudo só para garantir o bem de uma parte da classe política, e seus asseclas, ociosa, ineficiente e inútil ao País.

É peremptório que o voto jamais deveria ser vendido, e nem estimulado a isso, porque além de crime, não é mercadoria, e traz consequências desastrosas para a sociedade, mas para quem está em situação de abandono pelo Poder Público, não instruído, cercado de toda sorte de injustiças e necessidades, no aperreio cotidiano e prolongado da vida, será que, lá no fundo, não vale, ao justificar a venda do seu voto, aquele jargão das classes populares: “Já que não fazem nada por nós...?”.

É sempre bom refletir. Independente da sua situação, voto não tem preço, tem consequências.

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