segunda-feira, 15 de agosto de 2016

FAROL BAIXO NAS RODOVIAS: O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A NOVA LEI

Agora é obrigatório em todo País e milhares de pessoas já estão sendo multadas. Saiba o que vale e o que não vale na hora de dirigir

Desde o dia 8 de julho é obrigatório trafegar com o farol baixo do carro aceso em estradas e rodovias. A mudança no Código Brasileiro de Trânsito (CTB) determina que quem infringir a regra será multado. A infração, cuja multa é de R$ 85 (em novembro aumentará para R$130,16), é considerada média e o condutor perde 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Segundo dados preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF), depois que a lei foi implantada, entre os dias 8 e 11 de julho, aproximadamente 3 mil motoristas foram autuados por dia com os faróis baixos apagados, o que equivale a 12 mil no período.

Em nota, a polícia afirma que acredita que com o passar do tempo esse número diminuirá. “Temos dado ênfase ao trabalho educativo e ao fato de os condutores irem se acostumando com o cumprimento desta nova lei ao perceberem que a visibilidade aumenta sua própria segurança”.

Estudos realizados em países que já adotam a medida revelam que essa pequena mudança na direção pode diminuir o número de acidentes. A Associação Norte-Americana de Segurança Rodoviária, NHSTA, por exemplo, divulgou que o uso de farol baixo ligado durante o dia pode diminuir em até 12% os acidentes com ciclistas e pedestres e em até 5% as colisões com outros carros.

Pode ser usado todo tipo de farol ou lanterna?

Desde que foi implantada, a nova medida tem gerado confusão entre os motoristas. É importante ressaltar que o farol baixo não pode ser trocado pelo uso do farol de neblina, de milha ou o farolete. O comando acionado é o mesmo que se usa durante a noite para iluminar a via, chamado popularmente de “farol’.

Agora, a PRF esclarece que a luz Daytime Running Light (DRL), conhecida como farol de rodagem diurna, assim como os LEDs, que têm esse mesmo objetivo, são aceitos na nova norma.

Mudança de hábito

No Brasil, a quantidade de pessoas que perdem suas vidas em acidentes no trânsito só tem aumentado nos últimos anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o País tem o maior número de mortes por habitante de toda a América do Sul, chegando a 45 mil por ano.

O principal objetivo dessa mudança é diminuir esse número, uma vez que, ainda segundo a PRF, o uso do farol baixo facilita que o veículo seja Visto com mais facilidade a até 3 km de distância.

É claro que mudar um hábito é difícil, uma vez que o ser humano tem tendência a viver uma rotina. Mas, quando o assunto é segurança, é necessário. Por isso, fique atento e torne o uso do farol baixo uma nova prática no seu dia a dia. O trânsito melhorará muito quando as pessoas deixarem de pensar apenas em como evitar multas, mas também em como colocar em prática a direção que evite acidentes. Seja um motorista inteligente.

Por Ana Carolina Cury /edição 1271 Folha Universal

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