sexta-feira, 19 de agosto de 2016

ESTUDANTES CARENTES NAS UNIVERSIDADES

Acesso de estudantes de baixa renda ao ensino superior é resultado das políticas de inclusão dos governos Lula e Dilma

No início dos anos 2000 o Brasil vivia uma realidade muito diferente da atual. Os oito anos de políticas neoliberais implementadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) promoveram o desmonte da educação pública brasileira. A falta de verbas chegou ao limite de universidades ficarem sem luz, além da baixa remuneração dos professores, não investimento em pesquisa e extensão, oferta ínfima de bolsas e as constantes greves que reivindicavam condições dignas de trabalho.

Quando o assunto é acesso ao ensino superior os números eram alarmantes: Entre 1998 e 2001, durante o segundo mandato do tucano, foram abertas 158.461 novas matrículas em Instituições Federais de Ensino Superior. Já no segundo mandato do presidente Lula, entre 2007 e 2010, foram 478.857 novas matrículas em universidades federais.

Esses números comprovam que o início da popularização do acesso ao ensino superior é algo recente na história do Brasil.

Reuni: Pintando a universidade com a cara do povo

Criado em 2007 pelo ex-presidente Lula, o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), provocou o início da democratização do acesso ao ensino superior no Brasil. O plano tinha como objetivo a construção de novos polos universitários no interior do Brasil, ampliação da oferta de vagas noturnas, contratação de professores e técnicos administrativos, além de novas propostas pedagógicas.

Presidenta da Andifes, a reitora Ângela Paiva Cruz, reitora da UFRN, considera importante a mudança de perfil apresentada na pesquisa, "a cara da universidade está cada vez mais a cara da sociedade brasileira. Uma universidade com maioria feminina e presença popular e negra”.

Inclusão em risco

Apesar dos números positivos, as ações do governo interino Michel Temer pode colocar em cheque os anos de esforço para promover o início da democratização do acesso ao ensino superior. O ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE) sinalizou que irá cortar em 45% o orçamento das universidades federais, o equivalente a R$ 350 milhões a menos que o orçamento de 2016. Reitores já declaram dificuldades para administrar os recursos com o orçamento reduzido.

Do Portal Vermelho, Laís Gouveia, com Andifes

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