quarta-feira, 24 de agosto de 2016

CAICÓ: POR UMA SAÚDE PÚBLICA DECENTE E EFICIENTE

O modelo médico hegemônico, hospitalocêntrico ou complexo médico-industrial, que traz uma visão contrária ao modelo preventista elaborado durante o processo de construção do SUS, precisa ser desmontado.

Reflexões do Professor Antônio Neves – candidato a vereador 

Que modelo de saúde pública queremos para o nosso município? 

Ainda vivemos e somos obrigados a fazer uso de um modelo hospitalocêntrico injusto, que alimenta a visão mercantil da saúde e segue as leis do mercado, (favorecendo somente aos que podem pagar), reforçando a indústria da doença formada por laboratórios, empresas, planos de saúde, governos assistencialistas e políticos oportunistas. Essa indústria promove a prática de assédio aos profissionais da saúde, associada a uma má qualidade nos serviços oferecidos e apropriação do Sistema pelo grupo político que está no poder (um verdadeiro toma-lá-da-cá).  Ao final, o povo segue penalizado, tendo que enfrentar filas nas madrugadas, atendimentos médicos questionáveis, esperas infinitas por simples exames e, em alguns casos, mortes de bebes e mulheres na hora do parto ou pós-parto. Precisamos romper com esta indigna cultura de crimes sociais cometidos contra o povo, principalmente os mais humildes.

Atualmente, somos vítimas de surtos de diversas doenças como dengue, zika, chikungunya, influenzaA (H1N1), microcefalia, síndrome de Guillain-Barré. O surgimento de tantas doenças é reflexo da ausência de diversas políticas públicas não executadas pelos governos do passado e do presente que encaram a saúde como moeda de troca, pela manutenção das doenças, o que na prática se torna um “prato cheio” para os que veem no setor uma oportunidade de favorecimento, assistencialismo e vícios administrativos em cima das necessidades básicas da população mais carente.

Um retrato dessa realidade é a questão do saneamento básico, em Caicó ainda temos bairros onde esgotos sangram a céu aberto, lixo nas ruas é prática comum, sem falar no armazenamento incorreto da água potável.  Tal visão política, atrasada e oportunista que impera em nosso município há mais de 40 anos, vai à contramão do conceito ampliado de saúde, prevenção e atenção básica, que traz uma relação direta entre qualidade de vida condicionada a determinantes sociais, como: alimentação saudável, direito a habitação, educação, emprego e renda; proteção e sustentabilidade ao meio ambiente, trabalho digno, transporte público de qualidade, lazer, esporte e cultura, serviços públicos decentes, direitos iguais aos serviços de saúde em todos os níveis de necessidades e atendimentos.

Diante esta complexa problemática, afirmo que defender e reivindicar um digno funcionamento do SUS, como sistema de saúde pública que atenda a tod@ a população deve ser também obrigação prioritária de um mandato de vereador. Entendo que cobrar melhorias dos serviços nas unidades de saúde, humanização do sistema médico-hospitalar e eficiência das ações dos programas de saúde preventiva e da atenção básica, com total prioridade para o atendimento as mulheres, crianças e idosos é mais do que uma obrigação, é também responsabilidade político-social daqueles que se elegem dizendo ser representantes do povo.  Saúde pública de qualidade não se negocia, não se troca por favores, nem se barganha por votos, é uma obrigação dos poderes públicos.

Fortalecer o SUS e um direito inalienável do cidadão.

Este é meu compromisso!

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