segunda-feira, 25 de julho de 2016

MULHERES: POR QUE AINDA ESTAMOS LUTANDO PELA AMAMENTAÇÃO?

A denúncia de uma mãe que sofreu constrangimento ao amamentar seu bebê num shopping center em Lages, na serra catarinense, gerou reação da comunidade. Como resposta, diversas mães ocuparam a mesma praça de alimentação para um mamaço, no domingo, 17 de julho.

O shopping lageano acolheu o protesto das mães, declarando apoio à causa. Até por que há uma lei recente que garante o direito ao aleitamento em locais públicos. Mas por que uma prática tão antiga e natural quanto a necessidade humana de alimentar-se ainda é uma pauta tão contemporânea?

O debate é recorrente nas rodas de conversa e nos espaços de convivência do coletivo “Mães in Verso”, que organizou o mamaço. “A maioria das mães já passou por algum momento constrangedor ao amamentar em público. Algum comentário, um olhar de reprovação, uma sugestão de cobrir a mama ou até mesmo um convite a amamentar em outro local”, afirma a consultora em amamentação, doula pós-parto e integrante do grupo, Anelise Wendhausen Claudino.

A denúncia pública gerou a oportunidade para levar a discussão ao público. “Passamos nossa mensagem à sociedade e às mães que amamentam: chega de constrangimento! Amamentar é natural”, publicou o grupo na sua fanpage do Facebook. O shopping lageano também se manifestou, classificando o caso como fato isolado, e procurou se retratar. “Somos parceiros e estamos engajados nessa luta”, declarou a assessoria de imprensa.

O aleitamento materno é assegurado pela Lei Estadual 16.396, em vigor desde 04 de junho 2014. A lei, proposta pela então deputada estadual Angela Albino, prevê multa para os estabelecimentos comerciais que impedirem o direito da amamentação. Cada infração registrada custaria R$ 2 mil, valor que dobra a cada reincidência até o limite de R$ 40 mil. “Nos sentimos entristecidas por termos que recorrer a uma lei para ter este direito garantido e ao mesmo tempo contentes pela sensibilidade e sensatez de quem a criou e aprovou”, afirma Anelise.

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