quarta-feira, 27 de julho de 2016

AÇÕES APONTAM PARA PRIVATIZAÇÕES EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Para a presidenta, cortes em programas, bolsas e orçamento são parte de plano para fragilizar a educação universitária pública no Brasil. “Estratégia permeia o conjunto das iniciativas do governo golpista”.

A presidenta Dilma Rousseff defendeu ontem (26), em conversas com internautas e com o ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que a área tem sofrido graves retrocessos no governo interino de Michel Temer, que incluem corte de programas, de bolsas de estudo e de orçamento. Para a presidenta, as ações representam a concretização de um plano de privatizar a educação universitária pública no Brasil. “Não é uma ficção: é uma estratégia que permeia o conjunto das iniciativas do governo golpista”, disse.

A pedido dos internautas, Dilma listou os dez principais retrocessos do governo interino de Temer na Educação, entre eles o fim do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e do Ciência Sem Fronteira na graduação. Além disso, Temer acabou com o novo sistema de avaliação da educação básica e da educação superior, que aprimoravam o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes).

Dilma lembrou também que o interino revogou nomeações feitas por ela para o Conselho Nacional de Educação, que tinham sido precedidas por ampla participação de entidades educacionais. Especialistas em educação pública acabaram sendo substituídos por representantes da iniciativa privada, observou a presidenta.

“É impressionante que, em pouco mais de dois meses, o governo interino e golpista já tenha promovido tantos retrocessos. Não há precedentes na história do Brasil, um país que precisa da educação para garantir a perenidade do combate à pobreza e ao mesmo tempo a modernidade do desenvolvimento científico e tecnológico”, afirmou.

Entre os retrocessos citados está o anuncio da intenção de retirar a prova de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o corte de 90 mil bolsas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ameaça de alterar o modelo de partilha do pré-sal, que poderá ser substituído pelo modelo de concessão. Segundo a presidenta, o modelo de partilha foi pensado com objetivo de criação do Fundo Social do Pré-Sal para educação, inicialmente fixado em 75% do total.

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