quinta-feira, 2 de junho de 2016

MUDANÇA NA PREVIDÊNCIA PREJUDICA TRABALHADORES PARA FAVORECER CAPITAL

Blog apresenta nesta edição, matérias importantes sobre o debate da reforma da Previdência do governo golpista de Michael Temer. Nos pôsteres abaixo, leia a opinião do professor de Economia da Unicamp, Eduardo Fagnani que defende que não há déficit no setor e que a reforma prejudica trabalhadores e não deve sanar a questão fiscal no curto prazo.

Para o professor de Economia da Unicamp, Eduardo Fagnani, o debate sobre a Reforma da Previdência – defendida pelo governo Michel Temer – é uma face da luta de classes no país. Segundo ele, as elites financeiras nunca aceitaram os direitos sociais garantidos na Constituição e utilizam velhos mitos para atacar a Previdência e capturar seus recursos. Fagnani prevê que "projeto ultraliberal na economia e ultraconservador nos direitos humanos" ampliará tensões sociais.Fagnani prevê que "projeto ultraliberal na economia e ultraconservador nos direitos humanos" ampliará tensões sociais. Por Joana Rozowykwiat

“As elites financeiras jamais aceitaram que o movimento social dos anos 70 e 80 introduzisse na Constituição de 1988 os direitos sociais, que capturam cerca de 10% do PIB. Então fazem uma intensa campanha difamatória sobre a Previdência, porque são os gastos mais significativos - 7% do PIB. O que está por trás [da reforma] é uma disputa por recursos públicos. O capital quer de volta os 10% do PIB da seguridade social”, aponta.

O ministro da Fazenda de Temer, Henrique Meirelles, já anunciou que a Reforma da Previdência é prioridade na sua gestão e defendeu, inclusive, que as mudanças atinjam os trabalhadores na ativa, e não só os que ainda vão entrar no mercado de trabalho. Para o ministro, as novas regras que o governo quer aprovar devem valer mesmo para aqueles que já estão no processo de contribuição para a Previdência – algo como mudar as regras do jogo no meio da partida. 

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