sexta-feira, 17 de junho de 2016

DEPOIS DE DEVASSA CONTRA LULA, LAVA JATO DIZ NÃO TER PROVAS CONTRA ELE

“A menos que algo de grave e inusitado ocorra, os procuradores da República que atuam na Operação Lava-Jato não pretendem pedir a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva”, é o que afirma o jornalista Humberto Trezzi, do jornal Zero Hora.

Por Dayane Santos

A vida do ex-presidente Lula e de seus familiares foi completamente devassada pelas operações da Lava Jato em conluio com a imprensa. Uma tentativa de mascarar a realidade por meio de vazamentos de delações e factoides.

No dia 4 de março deste ano, a Polícia Federal, por ordem do juiz Sérgio Moro - responsável pela Lava Jato em Curitiba, prendeu coercitivamente o ex-presidente levando-o numa viatura policial para depor. Sob forte aparato policial e de câmeras da grande mídia, Lula foi retirado de sua casa e levado para uma sala no aeroporto de Congonhas para ser ouvido, quando poderia ter dado o depoimento em sua residência ou ido, como fez por vezes, voluntariamente depor.

Nesse mesmo dia, a residência de Lula foi completamente revirada. O Instituto Lula foi ocupado por policiais. Em todas as operações foram apreendidos documentos, computadores e outros objetos pessoais. Até o sítio em Atibaia, que não pertence ao ex-presidente, foi alvo da operação.

Mas a principal contradição é jurídica. A demonstração de que todas as operações feitas contra o ex-presidente foram abuso de autoridade e violação de direitos está no fato de que, segundo o jornalista, a única esperança dos investigadores em prender Lula seria o da suposta tentativa de nomeá-lo ministro, feita pela presidenta Dilma Rousseff antes de ser afastada do cargo.

As apreensões de documentos e equipamentos, casa e instituto revirados, devassa nas contas pessoais e grampos ilegais não encontrou qualquer prova das acusações que eles e a imprensa diziam ter. Não encontraram porque não tem e como o grampo telefônico entre ele e Dilma, interceptado por Moro foi invalidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por ferir a Constituição, a esperança foi parar no ralo.

Ainda segundo o jornalista, os procuradores “estão decididos a agir com a cautela” porque “não existem, no entender deles, indícios que justifiquem a prisão do ex-presidente”. Os procuradores teriam afirmado que Lula “não chegou a intimidar testemunhas ou mover dinheiro no exterior, nem tentou eliminar provas, como ocorreu com outros réus da Lava Jato”.

Essa “cautela” citada pelo jornalista nós podemos chamar de uso político da Lava Jato. Isso porque até a aprovação do pedido de impeachment da presidenta Dilma, o ex-presidente Lula e seus familiares eram alvos de vazamentos ilegais e operações da PF. Diariamente a imprensa trazia supostas delações e depoimentos citando o ex-presidente.

Agora, preferem “agir com cautela”, ou seja, basta a presidenta Dilma retomar o seu cargo ou o ex-presidente Lula confirmar sua candidatura, que a cautela vai dar lugar a operações. 

Do Portal Vermelho

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