segunda-feira, 30 de maio de 2016

A VERDADE QUE A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA NÃO QUER QUE VOCÊ CONHEÇA

Mercado brasileiro de remédios tarja preta cresce ano a ano. Conheça os riscos do consumo excessivo e veja saídas para resolver seus problemas

Pessoas exaustas que correm contra o relógio. Vivemos uma época em que tempo é dinheiro. E o estilo de vida cada vez mais estressante faz com que as pessoas busquem soluções rápidas e eficazes para os problemas, em especial os emocionais. Por isso, as medicações têm conseguido espaço.

Com a promessa de aliviar as pressões e as ansiedades cotidianas, muitos recorrem a remédios. Segundo a IMS Health, consultoria em marketing farmacêutico, em 2007, foram vendidas no Brasil 29 mil caixas de clonazepam, princípio ativo de medicamentos como o Rivotril. Hoje, o volume supera os 23 milhões de caixas.

Mas nem sempre a saída que parece ser mais fácil traz a melhor resposta. O psiquiatra Pérsio Ribeiro Gomes de Deus aponta os riscos que o uso de substâncias psicoativas, como calmantes, relaxantes, ansiolíticos, entre outras, podem trazer. “O excesso causa intoxicações, perigo de overdose e, em alguns casos, dependência psíquica e física”, ressalta.

Mesmo com os alertas, é possível ver cada vez mais as pessoas optando pelo uso de medicação sem ter um diagnóstico adequado. Se as pessoas não conseguem controlar a alimentação, por exemplo, tomam pílulas para emagrecer. Ou se têm um dia estressante e não conseguem dormir, optam por calmantes.

Além disso, chama atenção o fato de muitas sofrerem com o “mal do século”, a ansiedade, e tomarem ansiolíticos para controlá-la. Dados do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo mostram que pelo menos 24 milhões de brasileiros sofrem esse distúrbio.

Por Ana Carolina Cury/edição 1260 Folha Universal

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