segunda-feira, 25 de abril de 2016

OS VAZAMENTOS SELETIVOS DE INFORMAÇÕES

Costumo dizer que uma campanha política passa por vertentes bem aparentes e corriqueiras: as malas de dinheiro e pelas propagandas. Tais são arranjadas no Brasil de forma cultural e medonha: por meio ilícito e desigual e por farsas plantadas em emissoras de rádios, televisão e jornais. Essa propaganda tem dupla função, ser a favor de uns políticos, como também contra outros. É o famoso tiroteio nos noticiários.

Partidos tradicionais como PMDB, DEM (antigo PFL) e PSDB são os que mais têm em seus quadros de afiliados, os chamados coronéis da mídia, nos quais todos têm em seus currais eleitorais emissoras trabalhando disfarçadamente em benefício.

Elas a todo instante tentam desfazer, por meio de notas e reportagens – ou mais comumente, abafando o caso - as ações ilícitas de seus proprietários. Não é de se estranhar que políticos desses partidos não estejam sendo abordados nas mídias por seus deslizes corriqueiros com o dinheiro público envolvido. O motivo já é de ser deduzido pelos caros leitores.

Desse emaranhado de interesses de manipulação das massas podemos fazer uma associação crucial. O papel que a Globo desempenha nesse pacto é o de regência nebulosa do poder da informação. Tudo passa em comum acordo com seus associados – os políticos donos de emissoras.

Uma rede nacional com várias de suas afiliadas dominadas pelos políticos. Todos juntos em uma grande tarefa: colocar panos quentes em informações que tragam à tona o que está por trás do jogo de interesses. Dessas artimanhas nasce a farsa mais conhecida atualmente: o vazamento seletivo de informações – dada a demanda da vez, a Operação Lava Jato.

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