segunda-feira, 25 de abril de 2016

ORQUESTRA DA CRISE TOCA NO PLIM-PLIM

A imprensa brasileira é grotesca, para não dizer coisa pior. Cabe a ela ter ética, imparcialidade e senso de realidade dos fatos, sempre fiel à verdade. Como disse, ela é grotesca, não cumpre com a decência e a honradez de sua missão: informar, isenta de interesses mesquinhos que gerem ganhos a uma parcela privilegiada.
Por Francisco Julio Xavier*


O papel que a Globo desempenha nesse pacto é o de regência nebulosa do poder da informação. O papel que a Globo desempenha nesse pacto é o de regência nebulosa do poder da informação.  A mídia televisiva e radiofônica por sua vez se apodera do que é público para defender o privado. A concessão de radiodifusão, que era para ser usada em benefício de todos, levando informação e prestação de serviços – bem como forma de levar cultura a todas as partes do país por meio de uma programação afinada com as necessidades da população – se transforma desde muito cedo, logo na forma em que a lei foi outorgada, ao passo que ofertou com total facilidade espaço no espectro eletromagnético o usufruto para interesses individuais. Repito, um bem público que deveria ser voltado para os interesses de toda a sociedade. De que grande imprensa estou falando? Você vai ver por aqui!

É medíocre falar que ao se defender um meio de comunicação está se resguardando o direito de liberdade de imprensa. Isso não é uma realidade. O direito de imprensa deve ser amparado em toda a democracia no planeta, porém se faz necessário que a mesma imprensa saia da postura ordinária e mentirosa, além de tendenciosa e manipuladora, em que se encontra, destinada exclusivamente para os interesses capitalistas e arbitrários de políticos e empresários, que dela fazem prostituta e corrupta, além de receptadora do furto praticado.

Não se deve defender apenas o direito de liberdade da imprensa, mas também o direito de opinião de todo cidadão, inclusive quando essa mesma imprensa implanta informações maliciosas ou usa de sensacionalismo para abordar determinado assunto. O fato sendo exposto de forma tendenciosa ou arbitrária deve, sim, ser repugnado e combatido pela população.

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