sexta-feira, 22 de abril de 2016

ENCONTRO SINDICAL ATUALIZA AVALIAÇÃO SOBRE O MOMENTO POLÍTICO ATUAL

Encontro Nacional Sindical do PCdoB começou nesta quinta (21), em Salvador, com a participação de cerca de 150 dirigentes de entidades sindicais comunistas de todo o país.

Na abertura da atividade estiveram Nivaldo Santana, secretário nacional sindical do PCdoB, a deputada federal e pré-candidata à prefeitura de Salvador, Alice Portugal, o dirigente bancário Augusto Vasconcelos, a operária e dirigente metalúrgica Raimunda Leoni e o presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, Adilson Araújo, todos membros do Comitê Central do PCdoB.

Para a deputada comunista Alice Portugal não há nenhum exagero em dizer que há dias que valem por anos, pois as últimas semanas, em Brasília, foram de extrema tensão. “Foram dias de absolutos conflitos, em que nós não sabíamos se iam e como iam acabar. Dias de completa anulação do poder judiciário, abonando, inclusive sua nulidade ao dar legitimidade às escutas telefônicas ilegais, largando a construção do futuro do país nas mãos de políticos corruptos, formados no berço das intrigas, do cretinismo parlamentar como elemento teórico da burguesia”, desabafou Alice.

Para compreender o momento que estamos amargando no país, faz-se necessário avaliar que o pano de fundo é a contraofensiva neoliberal que se articula em todos os países do sul do continente. “Uma derrota do projeto popular e das forças populares, o retorno aos tempos sombrios de estigmas dos comunistas, é um retorno ao show de horrores que ficou claro no anunciado por alguns deputados que não têm nenhum pudor de defender a tortura e o assassinato dos lutadores do povo”, afirmou veemente a deputada.

“O golpe está tentando se legitimar aos olhos do povo como um procedimento legal e constitucional, apoiado pela propaganda golpista da grande mídia. Nós precisamos sistematizar um conjunto de iniciativas unitárias para capitanear a resistência necessária”, disse Alice Portugal. Ela lembrou diversas passagens da história brasileira para comprovar que a prática golpista está no DNA da elite brasileira.

Em seguida, o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia e membro do Comitê Central do PCdoB, Augusto Vasconcelos, fez uma exposição, onde explicou pontos do programa do PMDB, intitulado “Ponte para o Futuro”. Vasconcelos iniciou sua fala alertando os presentes dos riscos para os direitos trabalhistas que representa o programa que Michel Temer pretende implementar, se o golpe se consolidar no país.

Vasconcelos destacou pontos do programa peemedebista, como a proposta de mudança na política externa brasileira, negociando acordos comerciais com os Estados Unidos, Europa e Ásia, com ou sem a participação no Mercosul. Também chamou a atenção para o ponto que trata da privatização “do que for necessário”, promovendo o enxugamento do Estado e a volta do regime de concessões na área do petróleo, ao invés do regime de partilha.

No que diz respeito aos direitos trabalhistas, Augusto Vasconcelos destacou a proposta do programa do PMDB, onde haveria a prevalência do negociado sobre o legislado, ou seja, rasga as Leis de proteção aos direitos dos trabalhadores e precariza, ainda mais, as relações de trabalho. Ainda, no que diz respeito às conquistas sociais e trabalhistas, a proposta de reforma previdenciária que Temer tem a pretensão de implementar, aumentaria ainda mais a idade mínima para aposentadoria dos trabalhadores.

Por Sônia Corrêa

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