quinta-feira, 24 de março de 2016

FACEBOOK AGE NO CÉREBRO COMO COCAÍNA

Pesquisa analisou o sistema cerebral impulsivo e o inibidor de pessoas quando utilizam a rede social. O resultado é impressionante.

Um estudo realizado pela Universidade do Estado da Califórnia (Estados Unidos) demonstrou que, em 11% das pessoas, as redes sociais causam reações cerebrais semelhantes às proporcionadas pelo uso da cocaína e seus derivados.

A pesquisa analisou o sistema cerebral impulsivo e o inibidor de pessoas quando utilizam o Facebook – o sistema impulsivo é aquele que causa o desejo de praticar alguma ação, enquanto o inibidor controla esse desejo para fazer com que a pessoa aja saudavelmente.

O responsável pelo estudo, professor Ofir Turel, explica o resultado: “Em viciados, existe uma aceleração muito forte associada com o sistema impulsivo, geralmente acompanhada de um mau funcionamento do sistema inibidor.”

Independentemente do vício ser em álcool, drogas ilícitas ou redes sociais, a mecânica cerebral é a mesma. Todavia, o professor ressalta que o sistema inibidor das pessoas que participaram do estudo não é tão prejudicado quanto o de dependentes químicos. O que representa maior facilidade para se livrar da dependência em Facebook ou WhatsApp do que da dependência química.

Como saber se estou viciado?

“O uso das redes sociais pode passar do normal para o vício em apenas um passo. Vemos pessoas que entraram com boas intenções de encontrar amigos antigos e se comunicar melhor com as pessoas do seu círculo de amizades. Mas verificamos, com muita tristeza, que alguns foram engolidos pelas ofertas tentadoras de traição, fofoca, calúnias, mentiras, desejo de aceitação, popularidade etc.”

Quem confirma é a escritora Núbia Siqueira. Para ela, a internet ocupou lugar importante na vida das pessoas e não perderá o seu espaço. Entretanto, é preciso se educar para usar essa ferramenta de maneira a trazer benefícios e não perdas.

Para saber se as redes sociais e a internet em geral se tornaram problema em sua vida, o palestrante Renato Cardoso sugere que você analise algumas situações:

1-Você é sempre presente nas redes sociais, mas demonstra comportamento antissocial com as pessoas ao redor?
2-Você não consegue deixar de jogar um determinado game?
3-Você se irrita, briga e defende a sua “privacidade” quando o parceiro reclama das suas atividades on-line?
4-Entre outros, esses são sinais de que você está dando mais valor para a sua “vida” virtual do que para o mundo real.

Desta forma, é preciso avaliar se o uso do Facebook não tem sido um vício para você: “Se você não consegue parar de jogar, por exemplo, é um viciado, pura e simplesmente. E o vício é sinal de falta de domínio próprio, e falta de domínio próprio é sinal da falta de Deus em sua vida.”, comenta Renato Cardoso.

O palestrante explica que quando a pessoa perde o sono, deixa de ter tempo para outras tarefas, tem a intimidade do casal atrapalhada ou prefere acessar redes sociais a conversar com quem está por perto é preciso repensar as atitudes.

“Se você não sabe conversar olhando no olho que a mão já começa a tremer querendo mexer no telefone ou faz um grande caso e briga com a esposa por não querer sair do Facebook, precisa mudar, pois está atrapalhando seu casamento.”

Por Andre Batista / edição 1249 folha universal

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