quinta-feira, 24 de março de 2016

CUNHA: SEM MORAL PARA DEFENDER ÉTICA E HONESTIDADE NA POLÍTICA

Veja as principais acusações que envolvem Eduardo Cunha:

Réu na Lava Jato
Em março deste ano, por unanimidade, o STF transformou Eduardo Cunha em réu, sob acusação dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, por seu suposto envolvimento no esquema de desvios na Petrobras.

O pedido de Janot
Em 2015, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF o afastamento de Cunha da presidência da Câmara e do cargo de deputado federal. Segundo Janot, o objetivo era assegurar a continuidade das investigações criminais contra Cunha e a instrução dos processos, uma vez que o parlamentar utilizaria seu cargo em benefício próprio e ilícito para evitar as investigações contra ele. O STF notificou cunha em fevereiro de 2016, mas o pedido ainda não foi julgado.

Samsung e Mitsui
Na delação premiada do doleiro Alberto Youssef, que fazia a triangulação entre empreiteiras e agentes públicos envolvidos na corrupção da Petrobras, o doleiro disse que aliados de Cunha se utilizaram de requerimentos apresentados à Câmara contra a Samsung e a Mitsui para pressionar as empresas a retomarem o pagamento de propinas, que elas haviam suspendido. O doleiro contou ainda que Júlio Camargo, representante das empresas, repassava as “comissões” sobre os contratos ao PMDB e que interrompeu as transferências por meio de Fernando Baiano, apontado como operador direto do partido. Os requerimentos em questão foram apresentados por uma fiel aliada de Cunha, a então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), que ingressou com dois requerimentos, em 2011, na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, solicitando auditorias para contratos e esclarecimentos sobre a relação da Toyo Setal, Mitsui, Samsung e do executivo Júlio Camargo com a Petrobras.

Propina de US$ 5 milhões
Em julho de 2015, revelou-se conteúdo da delação premiada de Júlio Camargo. O executivo contou aos investigadores da Operação Lava Jato que Cunha exigiu dele o pagamento de US$ 5 milhões em propina, como forma de viabilizar contratos de navio-sonda da Petrobras.

Contas na Suíça
O cerco a Eduardo Cunha se fechou ainda mais quando, no fim de setembro, o Ministério Público da Suíça encaminhou à PGR documentos relativos a uma investigação contra o deputado em andamento no país europeu. No dossiê, extratos bancários, cópias de passaporte e comprovante de residência indicando que Cunha e seus familiares eram beneficiários finais de quatro contas em instituição financeira suíça. No saldo, 2,4 milhões em francos suíços. Investigadores da Operação Lava Jato informaram que possivelmente as contas eram irrigadas com propinas oriundas de venda de um campo de petróleo da Petrobras em Benin, na África.

Conselho de Ética
Acusado de mentir na CPI da Petrobras, na qual Cunha depôs voluntariamente seis dias após seu nome aparecer entre os investigados da Lava Jato, o peemedebista responde por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara. Com base na denúncia da PGR e na descoberta das contas secretas na Suíça, o PSol e a Rede entraram com representação pedindo a cassação do mandato de Cunha. Em seu depoimento à CPI, Cunha negou possuir contas no exterior. Pelas regras da Casa, mentir ou omitir dados sobre declaração de renda é considerado quebra de decoro parlamentar.

Contas nos EUA
Em outubro, o Supremo autorizou a abertura de novo inquérito contra o presidente da Câmara para investigar as contas secretas no exterior atribuídas ao peemedebista. No pedido de investigação, Janot apontou que Cunha, além das contas na Suíça, possui contas em banco nos Estados Unidos desde os anos 1990, com patrimônio não declarado à Receita Federal de R$ 60,8 milhões. A PGR diz ter indícios suficientes de que o dinheiro nas contas do peemedebista é “produto de crime”.

Propina de R$ 45 milhões
Em busca e apreensão realizada pela Operação Lava Jato dias após a prisão do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), os investigadores encontraram na casa de Diogo Ferreira, chefe de gabinete do então líder do governo no Senado, uma anotação com informações sobre o pagamento de R$ 45 milhões a Cunha e ao PMDB em troca de benefício incluído na MP 608/13. A MP 608 permitiu ao Banco Central determinar a extinção de dívidas de bancos ou sua conversão em ações para preservar o “regular funcionamento do sistema financeiro”, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 Fonte: Por Christiane Peres  PCdoB na Câmara

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