quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O QUE ESTÁ EM JOGO NA DEMOCRACIA BRASILEIRA?

Não é novidade para ninguém o comprometimento histórico dos oligopólios de mídia brasileiros com os golpes de Estado e os regimes ditatoriais. O que talvez constitua novidade é a aparente ausência de limites para a ação destes oligopólios em conluio com segmentos do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário.

Diante da ridícula circulação/dia que os chamados jornalões atingiram no nosso país [Folha de S. Paulo, 175.441; O Globo, 183.404; Estado de S. Paulo, 149.241; dados para dezembro de 2014] parece estar em andamento uma estratégia de sobrevivência empresarial cuja opção é seduzir, ainda mais, nichos da direita do espectro político, sobretudo a classe média urbana. E aposta-se tudo para que o desfecho da crise – seja ele qual for – entregue o comando do país a forças e interesses aliados, vale dizer, aos partidos que hoje fazem oposição ao Planalto. Os sinais nesse sentido são evidentes.

A crise política e econômica, um Congresso Nacional predominantemente conservador e orientado por interesses fisiológicos, combinados com a estratégia seletiva da “Mani Pulite” utilizada pela Operação Lava Jato e o comprometimento descarado dos oligopólios de mídia, constituem um conjunto de circunstâncias inédito que assusta e amedronta.

Há um limite para tudo isso? Não seria hora de setores democráticos em posição institucional de decisão, aliados a movimentos sociais populares, se darem conta de que os destinos da democracia brasileira estão sendo conduzidos pela lógica de um conluio entre segmentos do Ministério Público, da Polícia Federal, do Judiciário e os oligopólios de mídia?

Na reabertura dos trabalhos dos poderes Legislativo e Judiciário reside também alguma esperança de que a razão e o bom senso afinal prevaleçam. Ou, talvez, já seja tarde demais.

A ver.

Fonte: Carta Maior

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