terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

LICENÇA MATERNIDADE PODERÁ SER ESTENDIDA PARA MÃES DE BEBÊS PREMATUROS

Projeto que tramita no Senado prevê que o período do benefício passe a ser contado a partir da alta hospitalar do bebê e não mais após seu nascimento, como é atualmente.


Por Saúde Popular    
          
No Brasil há cerca de 340 mil nascimentos prematuros por ano, o que corresponde a 11,7% do total de nascimentos. São considerados prematuros os bebês que nascem antes de 36 semanas de gestação e que, portanto, dependem de cuidados especiais, permanecendo na UTI neonatal por algumas semanas para compensar a insuficiência do período intrauterino.

O tempo de licença-maternidade concedido às mães desses bebês, no entanto, não considera essa peculiaridade. Por isso, um projeto de lei quer mudar a Constituição Federal. De acordo com o projeto que tramita no Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 99/2015, o período do benefício passaria a ser contado a partir da alta hospitalar do bebê e não mais após seu nascimento, como é atualmente.

O projeto limita a licença para até um ano, ou seja, até oito meses de internação e mais quatro de licença.

“Esse projeto significa muito na vida de quem tem filho prematuro. Os bebês ficam dias, às vezes semanas na UTI, e é um abuso a gente ter que abandoná-los e voltar ao trabalho quando eles saem do hospital. Qual mãe consegue trabalhar pensando no filho que não está bem?”, questiona a auxiliar de produção Renata Rocha.
Renata é mãe de prematuro e abandonou o trabalho para cuidar de seu filho que nasceu com 33 semanas de gestação, com sopro no coração e refluxo. “Minha patroa disse que como eu escolhi ter uma família, eu que me virasse, e escolhi meu filho”, conta.


Nenhum comentário:

Postar um comentário