terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

LICENÇA MATERNIDADE ESTENDIDA

A professora Leda Tomikawa é avó de Arthur, um bebê prematuro que nasceu com 24 semanas de gestação. Com 20 dias de vida, seus rins pararam de funcionar e foi preciso fazer diálise. Arthur também passou por uma cirurgia de correção no intestino, outra cirurgia cardíaca e correção da retina nos dois olhos. No total foram 145 dias hospitalizado.

“Quando a licença maternidade da minha filha acabou, o Arthur ainda estava na UTI. Foi bem complicado ela ter que voltar a trabalhar com o bebê ainda hospitalizado. Pesquisamos e encontramos casos de mães que entraram com liminar na justiça e que conseguiram prorrogar a licença”, conta Leda.

A filha da professora conseguiu estender sua licença por mais 60 dias, o que ainda “não é suficiente”, na sua opinião. Arthur completou 6 meses e ainda tem apenas 3 kg, faz fisioterapia, fonoaudiologia e precisa de muitos cuidados.

“Se essa lei for aprovada, ela é minimamente justa. No caso de bebês prematuros, você não pode contar a data de nascimento do bebê para conceder a licença. A importância do contato e a questão emocional da mãe devem ser levados em conta. É uma questão de sobrevivência, a qualidade de vida desses bebês depende disso.
Espero que o Arthur possa estar ajudando de alguma forma em outros casos”, afirma a avó.

Para virar lei, a PEC 99/2015, aprovada no Senado em dezembro do ano passado, precisa ser aprovada mais uma vez pela casa e outras duas pela Câmara.

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