terça-feira, 26 de janeiro de 2016

VOCÊ TEM PROBLEMAS DE MEMÓRIA?

Ter hábitos saudáveis e desafiar o cérebro estimula a memória. Saiba como evitar os esquecimentos

Você não se lembra em detalhes do que comeu no almoço ontem? Não pagou uma conta porque se esqueceu do dia do vencimento? Precisava dar um recado, mas quando percebeu não adiantava mais?

Que atire a primeira pedra quem nunca passou por momentos de esquecimento. Segundo a Associação Brasileira de Neurologia, 40% da população adulta reclama dos famosos “brancos” na memória.

O neurocientista Claudio Otávio Alves explica que ela é uma das funções mais complexas do cérebro humano. “A memória é como uma caixinha que armazena informações e lembranças. Se algo não costuma ser lembrado ou não tem relevância, o cérebro descarta. Em 24 horas, ela apaga de 60% a 70% de tudo que registrou”, informa. Isso explica por que muitas vezes esquecemos o que fizemos dias ou horas antes, mas nos lembramos de fatos ocorridos há anos.

Com o avanço da idade, as falhas de memória podem acontecer com mais frequência, mas não estão ligadas necessariamente à faixa etária. O que difere é a capacidade de memorização de cada pessoa.

A neurologista Sonia Brucki, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Academia Brasileira de Neurologia, ressalta que o aprendizado em idosos ocorre mais lentamente. “Eles precisam de mais repetições para ajudar na memorização e têm mais risco de alterações vasculares e de doenças degenerativas, como Alzheimer”, aponta.

Já em jovens, as queixas de falha na memória são na maioria das vezes decorrentes de outros fatores, como falta de atenção, ansiedade, depressão ou realização de várias tarefas ao mesmo tempo. “Se você não presta atenção ao que está fazendo, ouvindo ou lendo, depois será difícil relembrar. Além disso, se faz várias tarefas, algumas delas serão priorizadas, mesmo inconscientemente. Isso faz com que outras não sejam lembradas depois”, diz a profissional.

Outros fatores também podem afetar a memória em qualquer idade, como deficiência de vitamina B12, alterações do hormônio da tireoide e doenças sistêmicas, como hipertensão.

Janaina Medeiros / edição 1241 folha universal

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