terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O CIGARRO E A MENOPAUSA

Pesquisa revela mais um problema que afeta as mulheres fumantes

Uma pesquisa divulgada recentemente pela revista especializada Tobacco Control aponta mais um problema: mulheres fumantes crônicas ou habituais têm mais chance de entrar precocemente na menopausa. O estudo envolveu 79 mil mulheres, nos Estados Unidos, entre 1993 e 1998, e mostra que aquelas que fumavam desde os 15 anos entraram na menopausa em média 21 meses mais cedo do que as não fumantes.

Ao comparar mulheres fumantes e não fumantes, descobriu-se que aquelas que diziam fumar muito – mais de 25 cigarros por dia – provavelmente tinham a última menstruação mais cedo do que as não fumantes, o que sugere que as toxinas no tabaco podem alterar a estrutura de hormônios reprodutivos importantes, como o estrógeno.

Embora não possam ter certeza sobre as consequências a longo prazo à saúde, os pesquisadores indicam que estudos anteriores já associaram a menopausa ao risco de morte precoce. Para o professor Ashley Grossman, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, há um aumento pequeno do risco de infertilidade em fumantes na comparação com as não fumantes. “Mas esse estudo sugere que os chamados fumantes passivos podem ser afetados da mesma maneira”, afirma.

Em cada tragada o cigarro libera 4,7 mil substâncias tóxicas e se antes da pesquisa já era preciso evitá-lo, pois ele pode causar cerca de 50 doenças diferentes relacionadas ao coração, circulação, cânceres de vários tipos e doenças respiratórias, agora as mulheres têm mais um motivo para não fumar.

Por Eduardo Prestes / edição 1241 Folha Universal

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