segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

CARNAVAL DE CAICÓ II

Mas a crise para a realização do carnaval tá longe de ser apenas de ordem financeira. A cidade que é vítima de uma gestão administrativa sem criatividade, que se acostumou e realizar eventos a toque de caixa, sem planejamento, comprometendo o orçamento público, agora se depara com a obrigação de pensar a realização do evento, sempre em cima da hora, sem parceiros nem investimentos de outros setores. A iniciativa privada, que é quem mais lucra com a realização do evento em todos os setores do comercio, serviços e promotores de eventos, não quer nem ouvir falar em contribuir com 1 centavo de contrapartida para garantir um carnaval popular, de qualidade e alto consumo.

Já houve em Caicó alguns deslumbrados que elevou o carnaval de Caicó a terceiro maior do Nordeste (rsrsrsrsr), delírio! É verdade que nos últimos 20 anos o carnaval cresceu muito em quantidade, alguns “turistas” passaram a ter Caicó como opção, outro bloco de rua surgiu (enquanto que outros se perderam com suas tradições), mas paralelo a isso, o carnaval perdeu muito em qualidade, espaço (a ilha de Santana que foi pensada e construída pra isso, hoje está praticamente fechada) e espontaneidade (tudo ficou mecânico demais), situações estas que favorecem a uma desorganização e críticas (algumas pertinentes) de toda natureza, levando também foliões a buscarem outras opções. Desde 2013 que a prefeitura de Natal juntamente com a iniciativa privada vem fazendo significativos investimentos para a realização do carnaval, e muitos dos que vinham para o interior agora tem mais uma opção - o carnaval da capital. 

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