terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A LÍNGUA É DO POVO QUE A FALA

(Voo, apoia, feiura, polo).Talvez você não saiba, mas estas quatro palavras são uma amostra de como as mudanças sociais são complexas.

Em 1990, depois de muito debate, foi firmado o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, um tratado internacional assinado pelos representantes dos sete países que têm o português como idioma oficial: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em nosso país, somente no dia 1º de janeiro de 2016 o acordo passou a vigorar plenamente.

O Acordo Ortográfico foi uma tentativa de encerrar a confusão que se estabeleceu ao longo do século 20, principalmente quanto ao uso da língua em Portugal e no Brasil, cada qual com suas regras próprias. E isso não é pouca coisa.

Nossa língua é a sexta mais falada no mundo, utilizada por cerca de 250 milhões de pessoas. E mais: o português é o quinto idioma mais usado na internet, o sexto mais comum nos negócios e o terceiro no Facebook.

Mas em Portugal a polêmica ainda persiste. Muitos professores, escritores e jornalistas se recusam a adotar as regras – já obrigatórias – que deixaram o novo português mais semelhante ao nosso, brasileiro, do que com o falado no resto do mundo. E estamos nos referindo a normas que foram definidas e divulgadas há quase três décadas. Eles, por exemplo, exigem continuar escrevendo actriz, director, factual, optimo e receção (a nossa recepção).

Por Renato Parente/ edição 1242 folha universal

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