segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

QUER VIVER MAIS? ENTÃO ESTUDE!

Relação entre maior expectativa de vida e grau de instrução é tema de diferentes pesquisas


Há quem estude para se profissionalizar, para adquirir conhecimento ou para expandir os horizontes, afinal, conhecimento nunca é demais e não ocupa espaço na mente. No entanto, pesquisadores descobriram outra consequência positiva de frequentar mais as salas de aula: análises realizadas em diferentes países comprovam que existe uma forte relação entre estudar e viver mais.

Cientistas do Instituto Sueco de Pesquisa Social, da Universidade de Estocolmo, analisaram dados de 1,2 milhão de indivíduos, parte deles cidadãos de municípios que foram alvo de uma política pública na Suécia que previa o aumento no tempo na escola para nove anos (entre 1949 e 1962) para crianças a partir dos 7 anos e parte de pessoas de cidades que não adotaram essa política pública. Até 2007, foram avaliadas as causas da morte desses grupos de indivíduos e os pesquisadores chegaram à conclusão de que, nesses quase 60 anos que se passaram, adultos que permaneceram mais tempo na escola tiveram uma taxa de mortalidade menor.

Por exemplo, para o grupo que passou mais tempo na escola, a incidência de morte por câncer (principalmente de pulmão) e por acidentes domésticos foi menor. Para um dos líderes da pesquisa, a relação entre estudar mais e viver mais é clara: “A pessoa que estudou mais tende a ganhar um salário melhor, conseguir um trabalho mais flexível e uma melhor gestão de seu tempo. Além disso, ela também passa a cuidar mais de si mesma e tem menos necessidade de consumir álcool e cigarro”, afirma Anton Langer.

Esse é um motivo a mais para que os governos se preocupem em investir em políticas públicas relacionadas à educação, como mais tempo nas salas de aula e mais atividades extracurriculares.

Um estudo mais recente divulgado pela Universidade do Colorado chegou à mesma conclusão. Pesquisadores levantaram dados de diferentes grupos de pessoas nascidas em 1925, 1935 e 1945 e as compararam entre si levando em consideração o grau de escolaridade de cada uma delas.

No ano de 2010, os estudiosos concluíram que mais de 145 mil mortes poderiam ter sido evitadas, caso as pessoas tivessem terminado o ensino médio. Qual é a relação? Pessoas mais instruídas tendem a fazer melhores escolhas de vida. Elas são, geralmente, mais conscientes com relação ao que consomem. Possivelmente, essas pessoas também possuem mais recursos financeiros para pagar um bom plano de saúde, o que impacta diretamente na sua qualidade de vida.

Conhecimento é fundamental para ter uma vida mais longa e melhor, segundo mostram as pesquisas. No entanto, de nada adianta estudo formal se a pessoa não souber aplicar o que aprendeu. Por exemplo, alguém que tenha muitos diplomas, mas não é um bom profissional ou que não usa toda a teoria adquirida para melhorar algo ao seu redor, não pode compartilhar seu conhecimento para transformar a sociedade em que vive ou até aplicar o que sabe em sua própria vida. Então, todo seu conhecimento e esforço para adquiri-lo foram em vão.

publicado em edição 1237 folha universal

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