segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

PESQUISA NACIONAL REVELA QUE O ÍNDICE DE MÃO DE OBRA INFANTIL CRESCEU NO ÚLTIMO ANO

Nem mesmo as crianças escaparam de sofrer os reflexos da crise econômica que o Brasil está passando. Em 2014, ano em que o índice de desemprego registrou sua maior alta dos últimos cinco anos, o Brasil também registrou outro dado preocupante: o número de crianças entre 5 e 17 anos trabalhando subiu em 4,5% em relação ao ano de 2013. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse aumento representa cerca de 140 mil crianças a mais sendo utilizadas como mão de obra no País. De acordo com os índices revelados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), a faixa etária na qual o trabalho infantil mais cresceu foi entre 5 e 9 anos de idade (15,5%).

Lugar de criança é na escola

Essas crianças geralmente são trabalhadoras rurais e auxiliam os pais no campo. “É o filho ajudando o pai nas atividades, semeando a terra, descascando o milho”, declarou a gerente da pesquisa Maria Lucia Vieira, em entrevista coletiva. Embora o trabalho infantil predomine nas zonas rurais, em áreas urbanas também foi registrado aumento desse tipo de mão de obra: de 35,8% para 37,9%.

A exploração infantil encontra respaldo na ausência de leis especificas que criminalizem essa prática. Atualmente, não há um único artigo na Constituição Federal que incrimine aquele que se aproveita da mão de obra infantil. Algo precisa ser feito, pois existem somente projetos de lei tramitando no Congresso, mas ainda nada concreto.

Por Amanda Aron / edição 1236 folha universal

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