segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

OS GRANDES MEIOS DE COMUNICAÇÃO ESTÃO A SERVIÇO DE UM PROJETO POLÍTICO QUE OPRIME E INVISIBILIZA OS POVOS DO SEMIÁRIDO.

Por isso, acreditamos ser importante a democratização da comunicação para que as pessoas reconheçam seu modo de falar, denunciem os conflitos e opressões e anunciem as belezas, culturas e histórias vivenciadas em cada canto do semiárido brasileiro. Democratizar a comunicação é democratizar o sentido da vida, da luta e resistência das comunidades e dos povos.

No caminho da luta pela democratização é preciso que mudança na forma das concessões públicas de rádio e televisão, a melhor distribuição da verba publicitária governamental e a proibição da propriedade cruzada dos meios de comunicação estejam entre as notas pautas. São necessárias mudanças na legislação de comunicação para que consigamos avançar na conquista da comunicação como direito. Para além das batalhas no campo institucional, o incentivo a comunicação popular é essencial.

Quanto mais gente produzindo comunicação popular e conseguindo dialogar com a sociedade sobre informações que não chegam até elas pelos meios convencionais, maior será nosso poder de enfrentamento ao discurso hegemônico. Incentivar a apropriação do direito à comunicação por grupos invisibilizados pelos grandes meios fazendo com que esses grupos possam produzir suas próprias narrativas é uma estratégia muito importante de enfrentamento ao monopólio.

A luta pela democratização da comunicação vem fortalecer a prática da comunicação popular e comunitária. A ASA constrói e fortalece em todos os estados do semiárido a Rede de Comunicadores e Comunicadoras Populares, um espaço de produção de conteúdo, discussão política e experimentação de meios alternativos. É pelas mãos dessa rede que toma forma os Candeeiros, instrumento de sistematização de experiências que já contou a história de cerca de duas mil famílias da região, provando que, sim, temos muito a dizer ao Brasil e ao mundo.

* Da Articulação Semiárido Brasileiro

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