segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS

Entenda como cada uma das doenças age no organismo


 Quando falamos em colesterol e triglicerídeos, logo vem à nossa mente a imagem de vilões para o corpo humano, responsáveis por doenças como infarto e acidente vascular cerebral. Mas, de acordo com a médica Thalita Merluzzi, de 34 anos, cardiologista do Hospital Moriah, em São Paulo, essas substâncias são fundamentais para a existência de vida. No entanto, o excesso das duas no sangue são os principais fatores do acúmulo de gordura dentro das artérias, que pode causar os problemas mencionados acima.

A especialista explica que o colesterol é dividido em dois tipos: “o LDL ou lipoproteína de baixa densidade, conhecido como colesterol ruim, é responsável por transportar o colesterol do fígado e do intestino para as células. Já o HDL (lipoproteína de alta densidade) tem a função de remover o excesso de colesterol dos tecidos e levá-lo de volta para o fígado, como se fizesse uma limpeza da gordura, por isso é chamado de colesterol bom.”

A médica afirma que os triglicerídeos constituem uma das formas de armazenamento energético mais importantes do organismo. “Depositados nos tecidos adiposo e muscular, eles estão relacionados ao que o paciente ingere de carboidratos, como farinha, arroz, açúcar e raízes, como batata, por exemplo.”

Como controlar

A recomendação é que a partir dos 20 anos todos façam exames periódicos. De acordo com a especialista, a primeira medida para barrar a evolução das gorduras é modificar a dieta. “A alimentação saudável é sempre indicada como tratamento tanto para alteração de colesterol quanto dos triglicerídeos. Dependendo dos valores e dos fatores de risco, estabelecemos uma meta de valor ideal de colesterol para cada um e podemos tratar com alteração de hábitos alimentares e também associar medicação.”

A especialista afirma que a prática de atividade física é fundamental para a redução de triglicerídeos, porém, não é tão eficiente na redução do colesterol. “Mas ela é capaz de modificar a estrutura do colesterol ruim, tornando-o menos agressivo. Além disso, é a forma mais eficaz de aumentar os níveis do colesterol bom”, afirma.

Por Eduardo Prestes/edição 1235 folha universal

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