segunda-feira, 23 de novembro de 2015

SERÁ QUE O DISCURSO É ESTE MESMO?

O papel desempenhado pela professora e vereadora Amanda Gurgel tem se sustentado em cima de algumas polêmicas que, às vezes, esquece-se pelo o que realmente estamos lutando

"que todo profess@r ganhe igual a um  juiz, desembargador, senador, deputado, prefeito e governador"

A mais recente polêmica parlamentar envolvendo a vereadora por Natal, Amanda Gurgel/PSTU passa pela questão da valorização do papel do professor e sua realidade salarial. Pois bem, o CARTAZ acima, onde a vereadora defende ardorosamente que políticos com mandatos eletivos devam ganhar igual a um profess@r demonstra certo equívoco no discurso.

Não é um político que deve ganhar igual a um profess@r, que recebe mensalmente um salário de miséria para remunerar a intensa responsabilidade do exercício do magistério público, mas sim, deve ser o profess@r quem deveria ganhar o salário de um deputado, juiz, prefeito, desembargador ou governador, já que a histórica luta de toda a classe do magistério público no país inteiro se sustenta na reivindicação justa e necessária de valorização progressiva do salário do profess@r, aliás, o piso salarial nacional que está em vigor desde 2008 tem justamente esta finalidade, mas sofre com o descaso exatamente da classe política dos que nos governam.

Obviamente que entendemos a intensão do discurso da professora e vereadora Amanda ao adotar tal posição. Tamanha provocação trata-se de fazer com que a classe política, se uma vez viessem a receber o miserável salário de um professor, certamente cuidariam de melhorar as condições de trabalho de tão importante categoria e criar mecanismos práticos e operantes para garantir salários justos, mas mesmo assim, é preciso saber orientar este discurso, senão os professor@s de todo o Brasil nunca vão entender qual o verdadeiro papel político a  confrontar nesse embate.

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