quarta-feira, 18 de novembro de 2015

SÃO PAULO E O MODELO TUCANO DE DESVALORIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

Movimento social denuncia tragédia educacional

 promovida pelo PSDB

  Modo tucano de governar: Zero democracia e apoio da polícia militar

O ano de 2015 foi difícil para a educação paulista. No início do semestre, os professores da rede estadual realizaram a maior greve de sua história e amargaram o descaso por parte do governo Alckmin, que não atendeu a nenhuma reivindicação da categoria. Recentemente veio outro golpe. Na calada da noite, os tucanos apresentaram um plano para fechar 94 escolas estaduais, sem planejamento, debate democrático ou qualquer critério técnico.

Camila Lanes, (foto) a paranaense recém eleita presidenta da União Brasileira dos estudantes Secundaristas (Ubes) já começou a gestão participando das ocupações dos colégios em São Paulo. A jovem afirma que a entidade rechaça o desmonte educacional promovido pelas gestões tucanas. “Aqui em São Paulo, assim como é no Paraná não é diferente, vemos um plano de fechar e sucatear as escolas”. A solução a ser apresentada ao governo Alckmin, em contraponto ao seu plano, seria diminuir os estudantes por sala de aula, no contexto em que os espaços estão superlotados, muitas salas com até 45 estudantes. Na próxima quinta-feira (19), vamos fazer uma grande mobilização nacional em solidariedade e apoio as ocupações.                                                 

A presidenta da denuncia a blindagem que Alckmin promove das suas ações negativas, muitas vezes, ocultas pela grande mídia. “Vamos denunciar à sociedade quem realmente é Geraldo Alckmin, que pode, inclusive, ser candidato à presidência em 2018 e promover um desmonte da educação em nível nacional. A reorganização escolar é, na prática, a desorganização escolar. Não vamos arredar o pé das escolas enquanto o governo não voltar atrás”.

A diretora da Apeoesp, Francisca Seixas, afirma que as últimas ações do governo Alckmin em São Paulo se resumem a uma tragédia educacional. “Além do movimento de ocupações, o governo do estado começa amargar derrotas jurídicas, como a decisão da Câmara Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, em suspender o fechamento da Escola Estadual Braz Cubas, em Santos, que atende portadores de necessidades especiais. A justificativa é que que não houve nenhum estudo para decretar o encerramento das atividades no colégio. Em Piracicaba, na escola rural Augusto Melega, também foi revertido o fechamento do colégio, o que demostra um recuo por parte do Alckmin.

Francisca afirma que tem vários interesses obscuros por debaixo do pano. “Ao separar o ensino fundamental do ensino médio, uma vez que o ensino noturno de muitas escolas serão fechadas e já foi vetado, por exemplo, a matricula no 1º colegial, ou seja, não são apenas 92 escolas que terão suas atividades encerradas e isso favorecerá diretamente os colégios particulares. Se o estado nega o acesso à escola pública, não há outra opção a população e essa migração ocorrerá, por isso, o real objetivo do plano de reorganização é transferir ganhos para a iniciativa privada. Outra questão, não menos importante, é o tratamento que a Polícia Militar vem dando ao movimento, com o extremo uso da violência. Isso só evidencia inexistente democracia nos governos tucanos”, conclui.

Por Laís Gouveia

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