sexta-feira, 13 de novembro de 2015

JOSÉ AGRIPINO E A SOCIEDADE DORIAN GRAY: PORQUE SOMOS CULPADOS DA NOSSA MISÉRIA POLÍTICA

Pode-se criticar tudo de José Agripino, de ACM Neto e de outras crias da Direita tupiniquim, mas uma coisa podemos dizer: eles são coerentes.


Parece até piada dizer isso, mas se olharmos a trajetória dessas figuras, eles sempre estiveram ao lado do conservadorismo, do reacionarismo e nunca deixaram de assumir isso. Podem até fazer a demagogia e o proselitismo nosso de cada dia, mas dai a dizer que essas figuras são enganadores, eu contesto... e os defendo.

O que deveria causar náuseas é o comportamento vil de uma grande parte dos "politicanalhas", especialistas em dissimular e ter a cara-de-pau de mostrar-se o que não é e nunca foi. O espectro político está recheado deles. São uma peste na sociedade que os gera e os acolhe. Não tem identificação ideológica, apelam para o individualismo nosso de cada dia, são portadores de promessas mentirosas e inocula a alienação política nas nossas veias.

Ninguém é obrigado a ser de esquerda, direita, centro ou qualquer outra orientação ideológica, mas é a orientação política que produz a política governamental, que cria (ou não) políticas públicas, que orienta a política econômica. E sem um norte político, o sistema passa a ser visto como "tudo a mesma coisa" e é ai que entra o "politicanalha", especialista na burla, no incitamento à corrupção, no fisiologismo.

Porém não tiremos a responsabilidade da sociedade na profusão desses seres asquerosos, cujos exemplos entopem a nossa Câmara de Vereadores, nossa Assembleia Legislativa, nossa porca representação de deputados federais e o bizarro senado (salvo Fátima Bezerra). Somos sim responsáveis por estas criaturas tipo Eduardo Cunha serem eleitos alegremente e rirem das nossas fuças.

O mínimo que deveríamos fazer antes de meter o dedo na urna eletrônica seria o de buscar saber QUEM é a aquela criatura que você está votando; sua trajetória política; e de qual partido ele faz parte. Isso é o mínimo que deveríamos fazer. E não fazemos.

Ninguém votou em José Agripino, mas ele foi eleito, talvez pelos espíritos antepassados. Ninguém votou em Eduardo Cunha, ou ACM Neto, ou Renan Calheiros. Absolutamente ninguém. Se for assim, temos fantasmas votando em zumbis, o que monta um cenário de filme de terror na nossa sociedade.

Não somos a pior sociedade do planeta, mas muitos de nós poderiam deixar de bancar o idiota pseudo-politizado e assumir sua ideologia reacionária. E quem sabe o politizado parar de mi-mi-mi e enfrentar os zumbis via organização partidária forte.

Cada um de nós tem uma utopia dentro de si. Eu tenho a minha. E você?

Por Wellington Duarte

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