segunda-feira, 19 de outubro de 2015

REDES SOCIAIS: SOBRE O USO DO FACEBOOK

O Brasil conta com 306 milhões de dispositivos conectados a internet, a maioria telefones inteligentes (154 milhões de smartphones), segundo um estudo divulgado em abril deste ano em São Paulo pela universidade Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O 26ª Relatório Anual de Tecnologia da Informação calculou que o Brasil conta com três terminais (computadores, tablets ou telefones inteligentes) para cada dois habitantes. Isso quer dizer que a maioria da população acessa a internet, na maior parte do tempo dos seus celulares.  O maior tempo de acesso acontece em redes sociais como o Facebook e WhatsApp.

Assim, fica claro que os revolucionários podem utilizar essas ferramentas para a divulgação de suas ideias, tendo em vista o grau de visitação das massas nesses meios. Ao mesmo tempo, em que devem se manter vigilantes com o tipo de informações veiculadas, percebendo que o controle de todos os dados se encontra nas mãos de nosso inimigo de classe, a burguesia, e particularmente o imperialismo norte-americano.


O Facebook em particular está cheio de falsas informações. Alguém faz uma crítica solta no ar sem dizer a quem e o porquê, muito menos sem revelar os fatos concretos e materiais que levaram àquilo, e reproduz o disparate até a exaustão mesmo para milhares de pessoas que não estão envolvidas com a questão, apelando sempre para “os maus instintos da multidão”, como diria Lênin. Termina sendo muito mais uma provocação do que uma crítica e não precisamos falar dos efeitos nocivos e não educativos que tem as provocações. Além disso, depois da crítica subjetiva e sem endereço, fica também um convite generalizado para a fofoca in box (ferramenta para conversações particulares), afim de “esclarecer” o ocorrido.

Como se não bastasse ainda existem os “prints” (fotos das discussões em particular) que são feitos visando expor a pessoa que apresentou divergência a determinado pensamento, em público, e provar por a mais b, também em meios virtuais, que ela está errada. Transformando assim o movimento educativo e pedagógico de crítica e autocrítica, apenas em uma luta entre vencedores e perdedores. O resultado é que pessoas da mesma classe social, ao invés de aprofundarem sua união contra o inimigo comum, criam laços de ódio entre si que dificilmente serão superados nos momentos de luta. Isso se transforma em um enorme favor para os capitalistas que continuam a nos explorar sem maiores problemas.

Por sua vez, o Whatsapp não foge muito dessa lógica, ainda com mais um aditivo. São criados grupos para discussão de determinados assuntos em vez de levar esses debates para as reuniões. Quem procede assim, sem dúvida pensa que “o centralismo democrático deve servir aos outros, e não a mim”, revelando sua própria incompreensão do marxismo e seu próprio individualismo.

Por Queops Damasceno, no Jornal A Verdade

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