sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O "BONEQUICIDIO" DA UJS E A HIPOCRISIA MILITANTE

O episódio, que seria dantesco em épocas normais, a de se furar um boneco gigante, tem se tornado um assunto de natureza política.


Ontem quando meia dúzia de fascistas mal amados ergueram dois bonecos infláveis, na praça de Mirassol, local público, e passaram a gritar palavras de ordem que iam desde a demência política ao mais puro ódio fascista, jovens da União da Juventude Socialista (UJS), organização de massas do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foram lá e furaram os tais bonecos, gerando-se uma troca de catiripapos e a polícia, na sua forma tradicional e truculenta foi lá, deu uns safanões nos “anti-bonequistas” e prendeu alguns deles, um ato bisonho pois os verdadeiros marginais foram deixados soltos e dispostos a destilar mais ódio nos esgotos sociais que frequentam.

Nas redes sociais veio à tona ondas de apoio e de ódio, mas uma coisa me chamou a atenção. Muitos encararam o ato de furar os bonecos como coisa secundária, pois afinal de contas são apenas bonecos, ora pois. Outros, em nome de uma defesa do direito de manifestação, se posicionaram contra o ato dos militantes da UJS. Duas vertentes que revelam a natureza hipócrita da nossa sociedade dita pensante.

Ora se olharmos o ato do pessoal da UJS, como um ato de furar bonecos, podemos imaginar que são um bando de doidos, à la Don Quixote. Isso não é verdade e essas pessoas deveriam saber que não é isso. Os bonecos, que a própria imprensa, imparcial (sic) como sempre, trato de apelida-los de “pixuleco” e “bandilma”.

Só esses nomes já chamariam a atenção pela caracterização difamatória de um chefe de estado ou de um ex-chefe de Estado, cuja única acusação até agora tem sido a de não corresponder aos sonhos de uma oposição que agora vive na busca de um impeachment.

Pior é a o boneco em sí, com indumentárias que colocam os dois políticos como ladrões, ou seja, um grupo ACHA que eles são ladrões, fazem dois bonecos gigantes Brasil afora e devemos encarar isso como manifestação democrática.

Um segundo grupo se remete à defesa do direito de manifestação, como se esses ataques, desqualificados e semeadores de ódio, fossem algo natural e que deveria ser apenas visto como tal. Até as pedras sabem que esses reacionários e fascistas nada tem de democráticos, não tem nenhum tipo de respeito, ou seja, incentiva à violência pois quem vê esses bonecos, da forma como são expostos, não vão encarar isso como manifestação, mas como provocação.

Os agentes fascistas, tal qual faziam nas cervejarias de Munique na década de 20, são provocadores e violentos, e caso não ocorra uma reação à altura, esses elementos passarão a usar a violência física e isso pode degenerar em algo grave.

Furar esses bonecos é simbólico, pois é um NÃO aos provocadores. É um não às viúvas da Ditadura. É um não aos golpistas do PSDB, DEM, PPS, SOLIDARIEDADE E PSB. É um grito de “pare”, pois chega de sermos empurrados para o gueto social por grupos compostos de parasitas e marginais decadentes.

O ato de ontem foi um ato de heroísmo de jovens que não aceitam fascistas demarcando terreno na cidade de Djalma e Luís Maranhão. Onde José Praxedes deu um grito, efêmero, de libertação dessas elites transmorfobas.


Por  Wellington Duarte/UJS-Natal-RN

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