quinta-feira, 13 de agosto de 2015

MARCHA DAS MARGARIDAS: UMA MENSAGEM DE CORAGEM A QUEM DEFENDE O BRASIL



Mais de 70 mil mulheres de todo o Brasil estão reunidas em Brasília na quarta-feira (12) para a Marcha das Margaridas, que começou às 8h30 e seguiu do Estádio Mané Garrincha em direção à Esplanada dos Ministérios.

Por Mariana Serafini

Mídia Ninja - Marcha das Margaridas cerca o Congresso Nacional

A Marcha homenageia Margarida Alves, assassinada pelo latifúndio há 32 anos. Os ensinamentos da dirigente sindicalista camponesa continuam vivos e inspiram as mulheres do campo, da floresta, das águas e das cidades a lutarem por uma vida digna, sem violência e com justiça social. As milhares de margaridas que coloriram Brasília nesta quarta-feira (12) deixam uma mensagem de coragem a quem luta por um país mais fraterno e com menos desigualdades.

Que a história de Margarida Alves nunca mais se repita. As margaridas combatem a violência contra a mulher no campo e na cidade. Exigem mais mecanismos de proteção e políticas públicas de empoderamento feminino. Destacam, porém, os avanços obtidos nos últimos anos, como a Lei Maria da Penha e os programas sociais destinados às mulheres agricultoras familiares, como o Pronaf Mulher, e o sistema de Cisternas no Semiárido.

As Margaridas não se curvam ao conservadorismo, ao chegar no Congresso Nacional, cercaram o prédio e exigiram uma reforma política democrática. “Somos 52% da população. Esse congresso nos pertence. Queremos 52% das cadeiras para as mulheres! Esse conservadorismo não nos representa!", disseram. Rechaçam a atuação de Eduardo Cunha na presidência da Câmara Federal e exigem que seja respeitada a opinião popular que segundo elas “não foi levada em conta quando aprovada a contrarreforma política”.

Soberania alimentar também é um ponto destacado pelas margaridas, elas exigem a proibição de pulverização aérea em grandes plantações, regulamentação do uso de agrotóxicos, criação de zonas livres de agrotóxicos, entre outras pautas.

Pelo fim das cercas que oprimem, humilham, ferem e matam os trabalhadores rurais. Um plano nacional de reforma agrária é uma das exigências das trabalhadoras rurais que, assim como Margarida Alves, combatem diariamente o latifúndio.

Mais autonomia para as trabalhadoras rurais. Apesar das políticas públicas de empoderamento da mulher colocadas em prática nesta década, ainda há muito por ser feito. As margaridas defendem a construção de creches nas áreas rurais, além de mais escolas e ampliação do acesso a cursos técnicos e superiores. Lutam também pela igualdade de gênero na divisão dos trabalhos domésticos, de modo a permitir que a mulher tenha mais tempo para se dedicar à vida política e aos estudos.

As Margaridas combatem a violência contra a mulher, exigem a regulação dos agrotóxicos e a reforma agrária; rechaçam as tentativas golpistas, defendem a democracia e a constitucionalidade do governo Dilma.

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