segunda-feira, 3 de agosto de 2015

CRISE NA PROFISSÃO



Brasil é o País que mais agride e menos valoriza os professores

O professor brasileiro é o que mais apanha. Metafórica e literalmente, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No estudo intitulado Education at a Glance 2014, o Brasil foi considerado o País onde os jovens mais agridem os professores.

A avaliação foi realizada em 34 países de todos os continentes. Uma das principais questões abordadas foi a violência contra os docentes. A pesquisa quis saber quantos professores são agredidos verbalmente ou se sentem intimidados, pelo menos uma vez por semana, por alunos que têm entre 11 e 16 anos – no Brasil, essa idade corresponde a estudantes que estão cursando os ensinos fundamental e médio.
Ao todo, mais de 100 mil docentes, entre professores e diretores de escola, foram entrevistados. Enquanto cada país apresentou uma média de 3,4% de professores que relataram esse tipo de violência, no Brasil esse índice chega a 12,5%!

Nesse ranking, o Brasil é líder. A segunda colocação entre alunos mais agressivos ficou com a Estônia, país da Europa, com 11% dos docentes narrando o problema. Já em terceiro lugar está a Austrália, com 9,7% de professores que enfrentam essa situação.
Em alguns países, entretanto, nenhum docente apontou reclamações. É o caso de Coreia do Sul, Malásia e Romênia.

Falta de valorização
Em meio à crise financeira que o Brasil enfrenta, quase todos os ministérios tiveram a verba deste ano cortada. O Ministério da Educação (MEC), entretanto, foi um dos três que mais sofreram com os cortes: R$ 9,42 bilhões foram retirados da Pasta.

Esse fato reforça outro fator importante mostrado pelo estudo da OCDE: a valorização do professor. No Brasil, apenas um em cada dez docentes vê algum tipo de valorização na área. O mesmo estudo da OCDE revelou que o salário dos educadores brasileiros está entre os piores do mundo.

Um professor aqui ganha, em média, R$ 33 mil anuais ou R$ 2.750 por mês. Em Luxemburgo, país localizado na Europa, o professor recebe mais de R$ 17.500 por mês.

Essa desvalorização financeira apenas reflete a desvalorização social que os professores brasileiros têm enfrentado.

Por Andre Batista / edição 1217 folha universal

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