segunda-feira, 20 de julho de 2015

OS RISCOS DA PREOCUPAÇÃO EXAGERADA COM A APARÊNCIA



Conheça as características do Transtorno Dismórfico Corporal e como diagnosticá-lo?

Você conhece alguma mulher obcecada pela beleza, que tem uma preocupação além do normal com sua aparência a ponto de considerar algo no corpo ou no rosto um defeito? Casos que envolvem figuras famosas têm chamado atenção para os extremos da vaidade, quando a busca pela perfeição ultrapassa os limites do corpo.

Em 2013, por exemplo, a ex-modelo Alicia Douvall, de 35 anos, fez uma revelação bombástica: gastou mais de US$ 1,5 milhão em tratamentos estéticos. A preocupação com seu corpo era absurda e isso fez com que os médicos diagnosticassem que ela estava com Transtorno Dismórfico Corporal, o TDC.

Na época, a ex-modelo contou que tentou até tirar a própria vida por não conseguir conter o vício em procedimentos estéticos. Foram mais de 350 cirurgias, uma grande dívida acumulada e vários sofrimentos até tentar o suicídio. Porém, o susto fez com que ela entendesse que precisava de tratamento.

O Transtorno Dismórfico Corporal é um problema de saúde mental relacionado à imagem que se apresenta quando a pessoa tem uma preocupação fora do normal com sua aparência. “É definido como um defeito imaginário ou uma ligeira anomalia física que é fonte de um sofrimento e que prejudica as relações interpessoais e o desempenho no dia a dia”, explica o professor de psiquiatria Sergio Tamai, presidente do Departamento de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina.

A maioria das mulheres que vive com TDC está preocupada com algum aspecto do rosto ou do corpo e queixa-se de que algo está fora de proporção. “Elas checam frequentemente a aparência, sempre ficam procurando um espelho para se olhar, se comparam com outras pessoas e até evitam reuniões sociais por vergonha”, conta Tamai.

Obsessão pela beleza
O bullying e a tendência das selfies são grandes impulsionadores desse problema. Além disso, os ideais de beleza pregados pelo mundo afora, principalmente pela mídia, também são responsáveis pela obsessão em ter um corpo perfeito, igual ao das modelos das capas de revistas.

Para o professor Tamai, outros fatores também podem desencadear o transtorno, como a genética, o abuso sexual na infância e o temperamento ansioso e perfeccionista de algumas mulheres. “Para ter tudo perfeito, elas recorrem a cirurgias, tentando melhorar ou mudar o que não gostam no próprio corpo. O problema é que fazem operações sem fim, mas continuam insatisfeitas”, destaca.

Emagrecimento radical
Nos transtornos alimentares também há uma distorção da imagem corporal. Na anorexia nervosa, por exemplo, a mulher enxerga seu corpo maior do que ele realmente é e, por isso, recorre a procedimentos radicais para emagrecer, como fez a estudante de psicologia Sabyna Aleixo Purgato, de 19 anos.

Por Janaina Medeiros / edição 1215 folha universal

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