segunda-feira, 27 de julho de 2015

DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO



A discriminação é algo tão desprezível que merece todo repúdio. Ela violenta, desrespeita e fere os direitos fundamentais do ser humano. Embora o mundo globalizado evolua a passos largos em termos de tecnologia, continua atrasado no que diz respeito à convivência e ao respeito às escolhas que as pessoas fazem.

Em um Estado Democrático de Direito todos têm a proteção e a garantia da Constituição de expressar suas crenças religiosas ou exercer o seu direito de não crer em nada e não sofrer nenhum tipo de preconceito pela sua raça, sua classe social, seu gênero, sua ideologia política, sua preferência sexual, etc.

Mas por que, na prática, esses direitos não são respeitados por alguns?

Recentemente, um fato ocorrido no Rio de Janeiro reacendeu a questão da discriminação religiosa. Uma menina de 11 anos foi apedrejada ao sair de um ritual de candomblé. Pouco depois em alguns jornais e redes sociais estava estampada uma matéria divulgando que isso teria partido de evangélicos. O que esse tipo de comentário causa nas pessoas? Mais rancor e ódio! Será que é isso que alguns da mídia querem promover? Será que tiveram o cuidado de investigar quem eram de fato os que cometeram tal barbaridade?

Nem todos os que entram em uma igreja evangélica são de fato evangélicos, assim como nem todos os que entram em uma igreja católica são católicos. O que está em questão não é a religião ou a crença que a pessoa professa, mas o crime que ela cometeu. Não importa se ela é evangélica, católica, espírita, budista, de qualquer religião ou até se não tem nenhuma, o julgamento deve ser feito de acordo com a lei. Não são as crenças e escolhas que nos igualam, mas a lei.

Cada um tem a liberdade de seguir e viver como deseja e esse direito tem que ser respeitado. A lei está aí para punir com o rigor que se exige os que ultrapassam os limites do bom senso e da sanidade. Tais pessoas ou grupos preconceituosos que agem com violência e desrespeito ao ser humano não representam os evangélicos. Como também não representam os católicos, espíritas ou os que praticam seus ensinamentos. Jesus nos ensina a amar o nosso próximo, independentemente de quem seja ou do que faça.

Por Domingos Siqueira - edição 1216 folha universal

Um comentário:

  1. Para ampliar esta complexa discussão sugiro:
    http://saudepublicada.sul21.com.br/2015/07/20/a-psicanalise-as-discriminacoes-e-as-religioes/

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