terça-feira, 3 de março de 2015

TODAS AS CONQUISTAS DA PETROBRAS SÃO ESCONDIDAS E OS PROBLEMAS SUPERDIMENSIONADOS

Por fatores da conjuntura internacional, em menos de sete meses o preço do barril do petróleo despencou em 60%. Juntem-se a isto os abalos provocados pelas prisões de diretores e ex-diretores da companhia e temos um cenário perfeito para os eternos representantes de interesses exógenos atuarem.

Buscam fragilizar a Petrobras para privatizá-la e, se isso não for possível, acabar com o regime de partilha, entregando a exploração do pré-sal às multinacionais que, ávidas, esperam há anos por esta oportunidade. O senador Aloisio Nunes, líder do PSDB, apresentou um projeto (nº 417/2014) que acaba com este regime e consagra os objetivos dos inimigos da soberania.

O interesse nacional, para que o Brasil siga criando empregos e distribuindo renda, é o que sempre deve ser perseguido. Como diz o ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo, ANP, Haroldo Lima: “As forças vivas da nação não devem se deixar enganar. Ontem, como hoje, a Petrobras é pedra de toque dos interesses nacionais no Brasil. A punição aos que, dentro e fora da estatal, comprovadamente participaram do esquema da corrupção, deve ser feita, exemplarmente. Não pode é ser associada a enfraquecimento da estatal, nem a sua privatização, nem ao fim da partilha no pré-sal, nem a manobras que visam tornar o mercado brasileiro de grandes obras, reserva das multinacionais”.

No dia 13 de março, nas manifestações que reunirão os movimentos sociais e os defensores da democracia, tremulará bem alta a bandeira da defesa da Petrobras. Ao lado de bandeiras como a defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff, da proibição de doações empresariais para campanhas eleitorais, da democratização da mídia, entre outras, o Brasil voltará a proteger sua história.

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