sexta-feira, 25 de março de 2016

HOJE É O ANIVERSÁRIO DO PCdoB. 94 ANOS HISTÓRIAS E DE LUTAS PELO BRASIL

Um Partido com a cara e coragem do Brasil

Tem um lugar para você aqui. Filie-se ao PCdoB!

Já faz parte da história a famosa cena. Dois alfaiates (Joaquim Barbosa e Manuel Cendón), um advogado (Cristiano Cordeiro), um barbeiro (Abílio de Nequete), um eletricista (Hermogêneo Fernandes da Silva), um gráfico (João da Costa Pimenta), um jornalista (Astrojildo Pereira), um pedreiro (Elias da Silva) e um vassoureiro (Luís Pérez), estão em uma casa na Rua Visconde de Rio Branco, em Niterói, Rio de Janeiro. Em determinado momento levantam-se, sérios e solenes, e cantam baixinho, para não atrair a atenção da repressão, o hino A Internacional. Está fundado o Partido Comunista do Brasil, em 25 de março de 1922.

Herdeiro e consequência de todas as lutas por justiça e liberdade de que já era rica a história do povo brasileiro, o Partido nasce inspirado pela Revolução Soviética na Rússia. A heroica ousadia dos bolcheviques ao estabelecerem, pela vez primeira, um poder estatal autenticamente operário e estável, que já durava há quase cinco anos, empolgava os proletários de todo o mundo, e também os brasileiros.

O Partido inicialmente adotou a sigla PC-SBIC, (Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista), que foi trocada pouco tempo depois por PCB e, finalmente em 1962, PCdoB, tendo durante todo este tempo permanecido com o mesmo nome da fundação: Partido Comunista do Brasil.

O PCdoB representou para os trabalhadores um salto gigantesco à frente em sua organização e capacidade de articulação política. Ideias ousadas e avançadas, que viviam em estado germinativo, começam a ganhar nova força e uma voz mais potente. Circulam, com incômoda insistência, enunciados que horrorizam a burguesia: os trabalhadores eram os verdadeiros donos de todas as riquezas, os burgueses e latifundiários, os culpados e promotores da miséria, apenas um novo regime, o socialismo, seria capaz de acabar com este estado de coisas.

Muitas características do Partido eram repudiadas pela “sociedade” tradicional. Por exemplo, as mulheres, no Partido Comunista, desempenhavam tarefas políticas antes reservadas aos homens, afinal mulheres nem podiam votar, como era isso de abandonarem as tarefas do lar?

Os comunistas então eram acusados de “promiscuidade” e de quererem destruir a família.

Em 1930, o Partido lança um operário negro, Minervino de Oliveira, como candidato a presidente da República. Mais uma afronta à elite brasileira, majoritariamente rural e de um reacionarismo feroz o que, como vemos hoje, deixou fortes raízes. Minervino e Octavio Brandão (dirigente nacional do Partido) foram os primeiros parlamentares do PCdoB, eleitos para o cargo de intendente (vereador) em 1928 no município do Rio de Janeiro.

O Jornal A Classe Operária, órgão oficial do Partido, fundado em 1925, noticiou assim o acontecimento: “Vitória! Vitória! Pela primeira vez na história do Brasil, após 428 anos de luta, os trabalhadores abrem uma brecha nas formidáveis muralhas do legislativo e penetram na cidadela inimiga para iniciar uma política de classe independente”.

A nova organização era constantemente perseguida e ilegalizada. Seus militantes não raro eram presos, sofriam torturas e muitos foram assassinados sem que, no entanto, o Partido jamais deixasse de funcionar e exercer sua atividade revolucionária.

O PCdoB foi então atraindo cada vez mais proletários, estudantes, intelectuais e artistas. No século 20, a partir da década de 30, a maioria dos protagonistas do que havia de melhor na produção artística e intelectual da nação foi militante ou simpatizante do Partido Comunista do Brasil.

O país, em todos os momentos de ditadura e de ameaça às liberdades, contou sempre com o PCdoB na vanguarda da resistência democrática.

Neste 25 de março de 2016, é pedagógico recordar a saga dos comunistas, de braços dados com todos os demais patriotas e democratas, na luta pela criação da Petrobras e pela exigência de que o governo Vargas declarasse guerra aos fascistas, o que ocasionou a formação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutou contra os nazistas alemães na Itália.

Assim, a comemoração dos 94 anos do PCdoB não é uma festa restrita às fronteiras partidárias. Todos os que amam o Brasil, a democracia e a justiça social, comemoram com os comunistas. O Partido comemora seu aniversário em um momento de ofensiva da direita que trama contra a democracia e contra o povo, porém a experiência acumulada por esta organização proletária mostra que o Partido se agiganta nas crises.  

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