sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

PT RECHAÇA ACUSAÇÕES DE RECEBIMENTO DE DOAÇÕES ILEGAIS

A assessoria de imprensa do Partido dos Trabalhadores emitiu nota nesta quinta-feira (5) rechaçando as acusações de que o partido recebeu doações ilegais no valor de US$ 200 milhões entre os anos de 2003 e 2013.

As acusações se baseiam em vazamentos de depoimento à Polícia Federal, em novembro do ano passado, do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, segundo o qual João Vaccari Neto, tesoureiro da agremiação, teria ficado com US$ 4,5 milhões.

A assessoria do PT afirma que o partido reitera que “recebe apenas doações legais”. "As novas declarações”, diz a nota, “seguem a mesma linha de outras feitas em processos de ‘delação premiada’ e que têm como principal característica a tentativa de envolver o partido em acusações, mas não apresentam provas ou sequer indícios de irregularidades e, portanto, não merecem crédito”. O PT diz ainda que “os acusadores serão obrigados a responder na Justiça pelas mentiras proferidas” contra o partido.

Em nova fase da Operação Lava Jato ocorrida na manhã desta quinta-feira (5), Vaccari Neto foi alvo de mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão. Após sair da sede da Polícia Federal em São Paulo, Vaccari afirmou que todos os questionamentos em relação às apurações da Lava Jato, feitos pelo delegado, foram prontamente respondidos.

O advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso também publicou nota à imprensa ressaltando que seu cliente “há muito ansiava pela oportunidade de prestar os esclarecimentos que nesta data foram apresentados à Polícia Federal, para de forma cabal, demonstrar as inúmeras impropriedades publicadas pela imprensa nos últimos meses, envolvendo seu nome”.

O documento reafirma ainda que “o PT não tem caixa dois, nem conta no exterior, que não recebe doações em dinheiro e somente recebe contribuições legais ao partido, em absoluta conformidade com a Lei, sempre prestando as respectivas contas às autoridades competentes”.

Ainda segundo nota do advogado, Vaccari permanece à disposição das autoridades, para prestar todos e quaisquer esclarecimentos, e que desta forma prestará todas as informações solicitadas, colaborando com as investigações da operação Lava Jato, como sempre o fez, finaliza.

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